Quando a Rita cá esteve tentamos fazer um trilho do meu livro sobre Caminhadas no Gerês.
O Trilho dos Ursos. Pensando bem, o nome era genial, porque houve 5 ursos que se desorientaram e se perderam. Sim, num trilho tão pequeno. Bushmill's da noite anterior e uma condição física meia podre:
5.2.08
Junceda
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joui
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5:42 p.m.
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speaking of which
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joui
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1:24 a.m.
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4.2.08
Tiles from Portugal
Estou muito feliz com o meu livrinho, vou passar a viagem de regresso a lê-lo, seguramente.
E a imaginar colagens que poderei fazer agora com as dezenas de padrões digitalizados que o acompanham!
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cursed eyes
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M. Night Shyamalan
Não tenho o hábito de ver filmes em casa. Já tive mais o de ir ao cinema, mais o tempo e mais o dinheiro.
Os últimos que tenho visto, vejo-os acompanhada, e bem. Tenho problemas de expectativa e de ignorância cinéfila, por isso preciso de um empurrão de quem entende melhor.
Há dois dias atrás vimos "The Village".
Adorei. Adorei e tu também vais adorar, se ainda não viste.
Tudo é inesperado, tudo acontece a alturas em que não era suposto acontecer e tem uma bela moral por trás, uma moral romântica e enfim. Típica nossa, típico "conseguimos mesmo tudo o que queremos".
Ontem vimos "Unbreakable", muito meu estilo. Nos dois extremos dos comics encontramos sempre um herói e um vilão. Normalmente um fisicamente forte e capaz e outro cerebralmente forte e capaz, respectivamente. Normalmente, ambos com uma coisa em comum.
Aqui, um "menino de vidro" procura o seu lugar no mundo em função dos comics que lê. Se ele não pode nunca ser o herói, o que poderá ele ser? O vilão? Esta é a busca, a procura que depois de muitas tragédias, termina num herói dos nossos dias, e num vilão dos nossos dias.
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cursed eyes
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2:23 p.m.
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3.2.08
the email's draftbox
Batalha?
De expressões? You think you can beat me, mister? Olha que eu soue do Nuorte!
O tal de Zvon, é correntemente conhecido por Zvo, mas Zvon até não estaria muito errado porque vem de Zvonimir. Boban. O Zvo é um menino grande que continua a ser menino e grande, ao mesmo tempo. Se é que isso é possível, mas ele consegue. É de conhecer, é de conhecer, mas eu sou suspeita claro. Nunca se diz que não a fins de semana nas montanhas, pois não? ;)
Bolas. Creio que estou a ficar com sono. Eu sou o sono, o sono é eu. sou eu. whatever. Sempre fui de dormir muito. Às vezes sinto-me culpada por querer dormir tanto e tento-me controlar, mas a luz do dia dá-me vontade de dormir e de não fazer nada o dia todo. Os dias chuvosos também. Gosto de estar acordada em noites escuras, cerradas e frescas e secas. As quentes dão vontade de beber bejeca e jogar às cartas e tocar guitarra a noite toda. Logo, as noites de trabalho são muito raras.
Eu, o que mais chateava os meus pais, era o ritmo com que comia. Demorava sempre 2 ou 3 horas, e a frase que mais ouvi na minha infância era "Despacha-te a comer, senão enfio-te a comida pelas goelas abaixo." Ainda hoje sou sempre a última a acabar de comer, quando as pessoas se estão a servir da sobremesa, eu ainda me estou a servir pela 2ª vez. É um clássico, já ninguém espera por mim. Tirando, quando não tenho vontade nenhuma de comer, ou de estar à mesa, suponho. Aí como tão depressa, que depois fico com azia.
--
Há coisas neste mail que eu não percebo. Tais como o destinatário e até os intervenientes disto que mais parece uma conversa. E tenho dificuldades em distinguir as minhas partes das outras.
Ou será que era eu a falar com o meu outro eu?
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joui
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10:46 p.m.
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27.1.08
Depois de um desktop que comemorava o ano dos bolos - made in fabrico próprio - tive de o alterar e pôr um alerta amarelo que me lembre constantemente dos prazos que agora, tenho MESMO que cumprir...
Preciso de sorte e de muitos mais pontapés no rabo aqui da coleguinha Joui!
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7:20 p.m.
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24.1.08
Hoje fico por cá. Vou tratar de tudo o que tenho pendente para me afundar nas coisas que realmente têm de ser feitas a partir de amanhã. Hoje vou fazer colagens, escrever e-mails e cartas, fotografar cartas topográficas e escrever trabalhos.
De Bobi & Bobi
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cursed eyes
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12:29 p.m.
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23.1.08
fili-gr-ama
sms 1: para evitar o choque civilizacional de uma bracarense e um setúbalense, nada mais equilibrado que um ano de vida em Viana do Castelo, com mar e trajes bonitos!
re-sms 1: qual choque...mas sim, podia ser!
sms 2: o nosso negócio aqui seria sucesso!
re-sms 2: hmm...vou alugar aqui o apartamento e as garagens e mudo-me praí?ok. quando?
sms 3: em agosto vens às festas, sondas as ruas e o design. em outubro instalamo-nos!
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cursed eyes
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10:31 p.m.
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do polvo
adoro polvos.
apesar de os achar horrendos quando vivos e viscosos e nada hirtos
a fluídez do desenho do polvo faz-me adorar a imagem gráfica do bicho!
então
o meu animal preferido é o orangotango...ou o cavalo marinho
mas o meu animal desenhado preferido, é, sem dúvida, o belo do polvo.
tenho dito!
este belo exemplar de um polvo de nove tentáculos é de uma belíssima ilustradora que conheci hoje, a Genine! Mais dela aqui.
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cursed eyes
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10:20 p.m.
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65. Get myself a bike to ride around in Braga
É azul. Não tem mudanças e parte-me toda quando ando em caminhos nivelados, o que fará em subidas? Mas virá uma melhor, eventualmente. Até lá, a minha é bem bonita e bem útil.
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joui
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3:59 p.m.
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18.1.08
joe sacco
Já terminei há uns tempos o "Safe Area Gorazde" do Joe Sacco, e não o queria deixar em branco: é um dos livros da minha vida.
Joe Sacco é muito inovador no que faz, conta histórias reais em banda desenhada. Não inventa personagens, não inventa situações, toda a gente já sabe que a realidade é bem mais macabra e bizarra que a ficção que caracterizou os inícios da BD.
Já tinha lido Palestine e sentido a mesma coisa. Que é transmitida a história sem qualquer parcialidade, Joe Sacco lida com ambos os lados do confronto e assim vemos como todos somos humanos, manipuláveis, e terríveis.
Este em particular chocou-me por saber tão pouco sobre uma história recente. Os manuais de história deveriam ser assim. Este livro é cheio de ironia, heróis, humor e lágrimas. Li coisas impensáveis, a atitude do ocidente frente a um genocidio sendo uma delas.
Aconselhávelíssimo.
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11:21 a.m.
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14.1.08
speaking of mornings
Hoje, na meia de leite, aquilo que tornaria as minhas manhãs no exacto oposto do que têm sido nos últimos tempos: sleeping in até não poder mais e ronha matinal, sendo que matinal tem tido tendência tornar-se num conceito abstracto.
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joui
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11:14 a.m.
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11.1.08
Inspirada pelos olhos com barriga
E pela barrigada de chocolate branco, cheguei a casa e fiz queques e pão de banana para o lanche do fim de semana
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cursed eyes
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8:29 p.m.
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10.1.08
8.1.08
estou perdida de sono. gosto mesmo do novo template.
estou mesmo perdida de sono.
mas lembrei-me de uma coisa. não paro de ouvir a ausência. de a cantar. a solidão é um sina, e há muito tempo que deixei de gostar de pontos finais, salvo seja.
de pontos sinais gosto, os que marcam a sina.
antónio era agricultor.
velho, encovado, viúvo. mãos gretadas, pele seca e morena, ainda assim sempre luminosa. era do sorriso. antónio não tinha nada, cultivava o que comia, vivia sozinho, ia à vila ao Domingo para a missa e regressava à vida de todos os dias. o velho não tinha nada, e sorria sempre, o tolo. alguns chamavam-lhe o tó tolo, mas não, mas não. antónio semeava as batatas, as couves, os tomates juntamente com um segredo que guardava desde sempre. antónio semeava memórias. antónio tinha a inacreditável capacidade de semear, regar, cuidar e colher memórias. semeava uma coisa e, por vezes, colhia outra. nunca a semente nos traz o que esperamos, mas era só querer. era só querer lembrar-se do almoço farto do dia anterior, era só querer lembrar-se dos netos que não tem, que estão na escola e já vêm jantar. o velho, o cabrão do velho sortudo, imaginava os seus pontos sinais e recordava-os feliz como se os viver ainda há pouco.
esperava
colhia
e vivia
e depois sonhava mais alto
e semava
colhia
e vivia.
esta vida são dois dias
e nós podemos mesmo fazer tudo o que quisermos
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cursed eyes
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2:25 a.m.
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7.1.08
Ausência
si asa um tivesse
pa voa na esse distancia
si um gazela um fosse
pa corre sem nem um cansera
anton ja na bo seio
um tava ba manche
e nunca mas ausencia
ta ser nos lema
ma so na pensamento
um ta viaja sem medo
nha liberdade um te'l
e so na nha sonho
na nha sonho mieforte
um tem bo protecao
um te so bo carinho
e bo sorriso
ai solidao to'me
sima sol sozim na ceu
so ta brilha ma ta cega
na se clarao
sem sabe pa onde lumia
pa onde bai
ai solidao e un sina...
- Cesária Évora
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12:19 a.m.
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5.1.08
4.1.08
47. Pay off my debts
Se não houver reclamações, já está.
E com isso, ainda vou à Madeira :)
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joui
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7:34 p.m.
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2.1.08
Faca e Alguidar
[Carolina]
O meu amor é tão lindo
Ai ó ai la ri ló lé la
Como a rosa quando abre
Ai ó ai la ri ló lô
[António]
Onde vais ó Carolina?
'spera aí que eu também vou
[Carolina]
Vou à horta a colher couves
que a minha avó me mandou
[Carolina]
Antoninho, cravo roxo
não entres no meu quintal
vem o dono, dá-te um tiro
que te pode fazer mal
[Coro]
Ao portal do seu quintal
deitou-lhe o braço por cima
[António]
- tu andas pra te casar
não mo neques Carolina
[António]
Toma lá esta facada
vai dizê-lo a tei irmão
e vai-lhe sempre dizendo
que ta dei no coração
[Coro]
Deitou-lhe o lenço por baixo
Para o sangue não correr
deitou-lhe as faces abaixo
pra ninguém a conhecer
[Coro]
A pobre da Margarida
Ai ó ai la ri ló lé la
Chora que mete terror
Ai ó ai la ri ló lô
Mataram-lhe a sua filha
Ai ó ai la ri ló lé la
Por causa do seu amor
Ai ó ai la ri ló lô
Uxu Kalhus
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cursed eyes
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6:31 p.m.
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26.12.07
19.12.07
15.12.07
14.12.07
13.12.07
12.12.07
5
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joui
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7:58 p.m.
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11.12.07
9.12.07
8.12.07
Laura
Nos degraus de Laura,
No quarto das danças
(na rua os meninos brincavam e Laura, na sala de espera, inda o ar educa)
Quando o impenetrável deixa de o ser
Agora lembro-me
quando começas a viver o que não é vivível
a amar o que não é amável
é altura de mudar o imutável
dizia o outro.
mas não interessa agora, são só músicas
as músicas têm sido só músicas
e quando te agarras a uma memória esvazias tudo o resto
e soubessem o emaranhado de fios que está a minha cabeça agora
fazia uma cartolina preta como essa, quase branca
e não se entendia nada
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cursed eyes
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2:37 p.m.
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7.12.07
jo, a adventista
a tua preferência pelo roxo está a pôr-me tolinha
põe-te fina, que já quiseram despedir o Tinky Winky por uma causa semelhante. mas o gajo resistiu e continua por aí, a espalhar pozinhos de dislexia pelas camadas juvenis.
nem tudo está perdido, portanto.
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joui
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11:28 a.m.
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eu 3
e completamente dissociativa, já que falamos nisso
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joui
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11:27 a.m.
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4.12.07
2.12.07
30.11.07
item extra #1
Já te tinha avisado que isto ia acontecer.
Depois de lançar a minha lista, não consigo parar de encontrar outras coisas que queria meter lá. Ainda não passou muito mais de um mês e ela já está desactualizada. Mas é para isso que serve, não é? De ter uma sensação de metamorfose?
Quem diria há uns meses que eu agora iria ter vontade de fazer
uma colagem por semana?
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joui
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6:13 p.m.
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o mote do dia
nada mais a calhar, no site da keri smith (onde é que eu andei este tempo todo?)
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joui
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5:23 p.m.
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eu 2
Mais procedimental do que semântica, definitivamente.
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1:36 p.m.
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originally uploaded by tryred62
Hoje apetece-me a minha.
Sair destas quatro paredes recheadas de mesas cinzentas, luzes apáticas e ecrãs de computadores. Apanhar as botas pelo caminho e ir caminhar, caminhar, caminhar. Eu é mais montanhas e terra e sujidade e ar puro.
Ainda não consigo compreender muito bem como é que vim aqui parar.
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joui
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12:34 p.m.
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eu
Minhota, de raça alentejana, com uns retoques marifontistas e uns salpicos de extraterrestre.
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joui
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12:26 p.m.
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d'isto
é chegar a casa depois dum serão dos bons
e o silêncio comer-te mais do que se tivesse passado a noite sozinha, a ouvi-lo
e haver qualquer coisa lá dentro mais vazio do que a cama fria
e saber porquê
assim se aguentam distâncias
de espaço, de tempo
mas não d'isso
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joui
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2:45 a.m.
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c'est si simple
Devia ser Maio ou Junho, já não me lembro bem. Decerto que era Primavera, pela cronologia dos acontecimentos. O tempo tinha passado demasiado depressa, chegava ao fim e havia o desejo de o manipular para que não voasse daquela maneira. Oscilava entre uma certa nostalgia, procurava pastéis de nata e croissants de massa fofa para o pequeno-almoço, mas algo me dizia para estar alerta, que essa vontade ia acabar mal assentasse pé no chão.
Devia ser o fim de tarde desse dia. Entre uma ida à discoteca (biblioteca de discos) ou umas compras quaisquer para mais uma tainada lá em casa, a Chloé sentara-se no chão e contava-me os seus planos para depois. Com uma vontade tão definida como simples, o toque que eu nunca conseguiria dar a decisões daquele calibre.
Foi aí que percebi que sim, que era assim tão simples.
Agora, o tempo passa demasiado devagar. Mas há-de-lhe chegar o fim.
E eu sei o que é que vou fazer. Como ela sabia, naquele dia.
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joui
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2:39 a.m.
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28.11.07
26. Percorrer o trilho das Minas dos Carris no Gerês
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cursed eyes
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3:24 p.m.
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27.11.07
66. Comprar um caderno e uma caneta. Trazê-los sempre comigo.
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cursed eyes
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7:53 p.m.
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26.11.07
Era uma green faxavor
Ora quem diria que somos mais verdes que a Nova-Zelândia?
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cursed eyes
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12:42 a.m.
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23.11.07
:(
não me sinto nada bem.
comprei lápis de cera da giotto, 24 cores bonitas. comprei um livro de colorir pequenino. já pintei um veado lilás com presas cor da pele. e cascos azuis escuros. o céu ficou preto e o chão cinzento. no outro dia vi uns segundos de um documentário sobre savants. estimulavam-lhes determinadas áreas do cérebro e eles conseguiam contar estímulos em brevíssimas exposições, coisas loucas. que engraçado, precisava de uma estimulação assim.
comprei um bloco de papel branco A3 para fazer esquemas longos e coloridos e livres.
depois fui conhecer a nova fnac e vi josé carlos fernandes e joe sacco e will eisner e os livros mais lindos de história e da national geographic.
cheguei a casa, toquei flauta, pintei, vi morangos com açucar - a "inês" é a pior actriz dos últimos tempos - e comi uma dourada inteira, com esforço. tranquei-me no quarto, vou já deitar-me a seguir porque me apetece ficar insconciente quanto antes. e acordar e ser, sei lá, natal. afinal eu gosto do natal.
que bom que amanhã vou tão alto que espaireço toda.
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cursed eyes
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22.11.07
What they've seen is just a beam of your sun that banishes winter
Let us go! Though we know it's a hopeless endeavor
The ties that bind, they are barbed and spined and hold us close forever
Though there is nothing would help me come to grips with a sky that is gaping and yawning
There is a song I woke with on my lips as you sailed your great ship towards the morning
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cursed eyes
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18.11.07
The Bell Jar
Tiveste a reacção mais estranha ("Putain...") quando, de todos, escolhi este livro. Nunca tinha lido Sylvia Plath, sabia apenas o seu teor de ouvir falar, julgava-a neblosa, triste, intensa. É. Engraçado que as duas pessoas com quem falei sobre ela me disseram "cortante." e "é como facas.". Não é?
No início estava a ser quase assustador lê-la, identifiquei-me com tantas coisas que lhe passavam pela cabeça, o filtro que tinha nos olhos. Mas depois é a descer e arrasta-nos com ela. É mesmo isso, é querer respirar e não ter ar, não o encontrar em nenhum lugar.
Quero mais.
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cursed eyes
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5:59 p.m.
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11.11.07
da gaita
Finalmente surgiu a oportunidade de aprender o instrumento que mais me fascinou desde que oiço música. E isso já leva uma porrada de anos.
Acontece que só recentemente descobri que apesar de gostar de pianos, de violoncelos, de instrumentos clássicos em geral, o que me faz vibrar é a música feita pelo povo e não há nada mais campestre mais da terra do que a gaita de foles.
Senão vê. Reza a história que a gaita (picha em galego, não facilitam também...) surge intimamente ligada ao clima serrano. Com um ronco que faz lembrar a ronca do farol, dizem que o pastor levava a gaita para o monte, para onde ia pastar as ovelhas, e quando baixava o nevoeiro tocava a gaita, cujo som pode ter até um km de alcance, para chamar os bichos. Daí o fole que prolonga o sinal.
A questão é, está a ser um verdadeiro desafio a par de um empenho que devia dedicar a outras coisas, segundo a minha mãe. É difícil. Quando faço coisas, quando toco flauta, quando aprendo um ritmo, quando treino nas teclas, as coisas saem bem. Quando pego na gaita de foles faço força e fico tensa e tento e tento e sinto que nunca vou conseguir porque sou fraquinha dos braços mas depois oiço um Bailate Carolina ou uma Vals de Miró, que são tão simples e tão bonitas, e penso que na na, vou conseguir e vou tentar e esfarelar músculos do braço, da boca, de one for preciso, mas hei-de ser uma gaiteira lampeira!
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cursed eyes
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