22.8.08
62. Go to Andanças
e devíamos ir acampar mais vezes. devíamos tirar fotos juntas mais vezes. é incrível as poucas fotos que temos dado o tempo que passamos juntas. agora, as coisas que temos como garantidas vão ser mais difíceis, vai ser cada vez mais difícil encontrarmo-nos todos no mesmo sítio. mas isso já não é nada a que não esteja habituada. fico feliz por saber que há coisas que não se determinam pela proximidade. e ainda bem.
Postado por
joui
às
3:37 p.m.
3
comentários
21.8.08
20.8.08
take 1: preparação das festas da agonia, viana 08
Postado por
cursed eyes
às
9:14 p.m.
2
comentários
17.8.08
um fado qualquer
aquela letra sobre loucas em vielas
lembrou-me de uma das minhas músicas favoritas de quinteto tati:
E enfim, estava tudo bem ou coisa assim: o apartamento confortável, bom design, um amor normal e tal. Em vão procurou razões de exaltação e voltou para casa muito, muito devagar, como quem não quer chegar. Pensou nos tempos que em festas e dramas bebeu pelos becos, dançou nas vielas, pôs todos os homens a cantar. Mas hoje à noite, se um fado qualquer soar estafado na sala de estar, talvez se aguente sem nada dizer, enchendo a boca durante o jantar.
visualiza e vês como é triste e normal
Postado por
cursed eyes
às
12:34 p.m.
1 comentários
deo linda
ainda bem que o tempo passou
e o amor que acabou não saiu
ainda bem que há um fado qualquer
que diz tudo o que vida não diz
ainda bem que lisboa não é a cidade perfeita para nós
ainda bem que há um beco qualquer
que dá eco a quem nunca tem voz
ainda agora vi a louca sozinha a cantar
do alto daquela janela
há noites em que a saudade me deixa a pensar
um dia juntar-me a ela
um dia cantar como ela
ainda bem que eu nunca fui capaz
de encontrar a viela a seguir
ainda bem que o tejo é lilás
e os peixes não páram de rir
ainda bem que o teu corpo não quer
embarcar na tormenta do meu
ainda bem se o destino quiser
esta trágica história
sou eu
Pedro da Silva Martins.
é daquelas coisas estúpidas
que há meses que vejo o desenho da deolinda, ainda antes de se darem cara, e achava piada. contudo - parte estúpida - nunca os ouvi.
ontem recebi um e-mail da rosa com o album e não páro de o ouvir (com o repeat nesta música)
são muito originais e divertidos. mesmo mesmo brilhante ideia, bem conseguida. parece até que é fácil, se calhar é.
Postado por
cursed eyes
às
12:16 p.m.
1 comentários
14.8.08
lembrei que quero fazer o post do balanço, do meu ano. mas antes tenho de decidir se esse já terminou ou ainda está por terminar. para dizer a verdade, não sei do que estou à espera para decidir.
os meus começam em setembro mas este não é, ou não foi, um ano normal
queria falar de outra coisa
(lembrei-me, já mudávamos, de novo, o aspecto do blog. merecemos, apesar de este ser muito bonito)
pelo quinto ano consecutivo, fui ao andanças
trago sempre de lá coisas, venho sempre feliz e preenchida. do penúltimo, por exemplo, trouxe uma coisa bem grande chamada joão.
deste ano sinto-me de mãos a abanar, não me tocou no fundo.
à excepção da belíssima rosa, da inexplicável ana, da formidável vera, do zé williams e do convívio com os meus dois amores, não presenciei momentos que me fizessem suspirar. (revivi-os, mas isso são contas de outro rosário)
não sei bem se fiquei triste, alguma vez teria de acontecer
e também não encontro boas razões para fundamentar isto
expectativas demasiado altas?
parece que estou a diminuir as pessoas, o andanças valeu-me pelas pessoas
tudo isto para dizer outra coisa
já tinha pensado nisto mas vim de lá com esta ideia mais reforçada
decidi juntar-me a um rancho folclórico. aqui no minho há imensos e tenho a sorte de ter uma tia no grupo folclórico dr. gonçalo sampaio. pelo que me apercebi hoje, o grupo mais antigo de braga é também o grupo mais rigoroso na manutenção da cultura minhota (valha-me deus as socas e o cabelo preso que não há alternativa!)
e eis que descubro hoje também
que este grupo tem um cancioneiro editado e um manual de danças bem à estilo do pedro homem de mello. oh felicidade, é um grupo que se dedica à recolha no terreno - cinge-se ao alto e baixo minho - e passa-a depois para os palcos, e em 1989, para livros. estão aqui à minha frente.
os meus tios do brasil regressam
vou fazer uma coisa
ele é o meu tio preferido
é como a minha mãe, mas homem
é o irmão mais velho
foi para as filas do pão
foi para o brasil fugir da guerra
por lá ficou
e quero que ele me conte, me escreva, as suas memórias
porque é só quando ele cá vem
que descubro que meu bisavô matou homens
que meu avô mantinha a tasca que depois se tornou oficina do meu pai
e que a minha avó vendia cerejas
isto é mais para mim
agora penso que este blog é-me diferente
porque sei-o lido por mais pessoas que não só tu
às vezes é bom
aliás
até ver não tem sido mau.
vou ver os jogos olímpicos
só apanho ginástica masculina, valha-me deus
e joui
parece que havia chinesinhas bem mais novinhas, tens olho
Postado por
cursed eyes
às
11:39 p.m.
9
comentários
31.7.08
esvaziei o cartão da máquina e encontrei algumas fotos interessantes. tipo o meu local de trabalho, o itensivo, do último mês
Postado por
cursed eyes
às
10:02 p.m.
1 comentários
30.7.08
a joui às vezes escreve assim
sms 1: tava aqui a pensar quando é que a tradição portuguesa me começou a fascinar (sim, também me fascina, embora como mera curiosidade, ou sentimento luso, se lá), e sabes quando foi?
sms2: quando foste para a suiça?
sms3: exactamente. quando percebi que casa era aquilo que cada um trazia consigo da terra e como não era paisagem, nem cheiro, nem a terra em si, era aquilo de que mais fiel tinham. por isso é que os emigrantes são parolos, porque preservam, com as devidas adaptações, a única coisa que os identifica. juntando esse esforço de preservação à vontade de integração, temos uma terra de ninguém, que nem a comunidade de partida, nem de destino compreendem. "cá sou imigrante, lá sou estrangeiro" e tudo acaba por inverter o ditado, porque afinal de contas "the heart is where home is". Uf! :)
Postado por
cursed eyes
às
12:53 a.m.
2
comentários
29.7.08
leituras de verão #1
Postado por
joui
às
10:54 a.m.
0
comentários