que um comboio que ia para lá
lhe cortou as pernas
8.5.08
e sonhei
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cursed eyes
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11:06 p.m.
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7.5.08
apple crumble is a memory
Esta fotografia não é minha. Veio desta receita, que eu tenho vontade de fazer. Mas ainda mais do que a vontade de fazer, é a vontade de comê-la com clotted cream, aquelas natas maravilhosas que eram típicas de Devon, com as suas vastas pradarias e moors verdinhos. A minha casa durante três anos. E com essa vontade, vem a vontade de revisitar.
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joui
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3:52 p.m.
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açambarcar
É a palavra do dia, açambarcar. Estou furiosa, mas estou calma. Furibunda é uma palavra mais bonita, mas continua-me sem entrar na cabeça estas coisas. Incrédula é uma palavra muito boa, também, explicaria muita coisa.
Ontem à noite andamos na mala do carro da Ana. Eu e a Rita. Tu sabes o quanto eu gosto de malas de carros? De me deitar e de mudar de pistas, usar outras pistas que não as habituais para me situar. No carro, como na vida? I wish, gostava que assim fosse. A música do carro da Ana era engraçada, e eu e a Rita fizemos sinfonias inacreditáveis para acompanhar a música, ridículas. Gargalhadas boas, gritaria da velha, o que fosse que saisse, enquanto a Ana e a Célia se escangalhavam a rir lá a frente. Soube bem, soube a libertação, soube a estupidez saudável e até já via coisas mais bonitas na rua sobre as quais normalmente tropeçaria sem ligar, ou nem sequer veria.
E hoje apetece-me cozinhar todas as coisas que ontem tinha vontade de cozinhar. Passei a manhã a ver blogues de cozinha e a ter vontade de cozinhar ainda mais quinhentas mil coisas. Mais do que a vontade de ter uma máquina fotográfica para mostrar ao mundo, preciso de gente a quem dar de comer. Um jantar urge, minha filha. Um daqueles para deixar fluir a loucura. E deixar-me sujar (muito) a cozinha.
Pufavóie?
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joui
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3:45 p.m.
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1.5.08
The "What the hell is Joui doing with all these sugar packs in her bag?" Contest
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joui
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1:29 a.m.
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30.4.08
in my bag
porque colei a ver o que há no saco dos outros durante muito tempo hoje, eis o que há no meu
Ando com os teus CD's há dias e dias na mochila, mas esqueço-me sempre de tos dar. Os lápis de cor já foram mais usados pelos meninos que vão ao consultório do que por mim. Hoje perdi a tampa da pen - já tardava. Mas desconfio que ainda a vou encontrar, estranhamente. A minha Sigg é maravilhosa. As chiclets não ajudaram em nada a pressão nos ouvidos durante a aterragem, ainda hoje estou a sentir os efeitos - ou será da cera? E os meus cadernos, já não lhes escrevo há tanto tempo... precisava era de uma máquina nova (de uma máquina, ponto) para tirar uma foto por dia.
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joui
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7:50 p.m.
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me likes
wooow!
que bela ideia para postais
se bem que o que vedem são as correntes
oh maria, keep my data safe!
hahah
alguém falou na teórica da organização?
sunt eu.
monster hoodies
Young Me Now Me
limpar o chão enquanto andamos?
brilhante!um à esquerda, o outro à direita
um casal a 3191 milhas de distância
retrata o quotidiano
para o outro
o eterno interesse pelo que guardam as nossas bolsas
de J Trav
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cursed eyes
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2:44 p.m.
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18.4.08
17.4.08
Stereolab - The Free Design
deu-me para velhices hoje
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cursed eyes
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3:20 p.m.
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Draw a character based on someone I know
Estamos em 1982, Brandon, depois da vida ligada ao movimento hippie desligou-se dos 60's a partir do momento que conhece Lauren, sua actual esposa. Com ela torna-se um romântico incontornável, cosem quilts à lareira e fumam, pontualmente, marijuana.
Adora vermelho, flamingos e motas, lê Dostoievsky, não bebe alcool e tem um cão chamado Drago. Come os seus cereais, a sua comida preferida é a vietnamita, sabe cozinhar comida indiana e fala quatro línguas.
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cursed eyes
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11:39 a.m.
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11.4.08
10.4.08
7.4.08
6.4.08
5.4.08
colleen, electricidade, boteco e o soajo
a partir do insecto milenar das cordas, algo que tu dizes horrendo, criou-se o mais delicado micro...cosmos? não era isso que ia dizer, mas se tudo é estrelar, são luzes a piscar, há que usar adjectivos mais altos. vimos a contrução de camadas, as maravilhas da electricidade, como é divertido brincar com sons, bolas, é etéreo, é voar, é mesclar-se em fluídos e detestar as palmas que estragam tudo. foi lindo
hoje, o boteko. no porto passa-se ao lado, um tasco mais, reparei porque confundi com botero, mal imaginava que dentro de horas ia parar lá dentro. as mesas com toalhas de pano, partilhadas. alguém levanta-se, fecha a porta, e eis que quem antes se confundia com regulares do boteco, se revelam fadistas, e as vozes de carraspanas, de repente, limpam-se para cantar. às escondidas, arrepiam as costas de quem lá apanham, e isto assim, crú, nunca tinha visto, só que isto assim, crú, é que é o que é.
Não é desgraça ser pobre,
não é desgraça ser louca:
desgraça é trazer o fado
no coração e na boca.
Nesta vida desvairada,
ser feliz é coisa pouca.
Se as loucas não sentem nada,
não é desgraça ser louca.
Ao nascer trouxe uma estrela;
nela o destino traçado.
Não foi desgraça trazé-la:
desgraça é trazer o fado.
Desgraça é andar a gente
de tanto cantar, já rouca,
e o fado, teimosamente,
no coração e na boca.
Como se não bastasse, amanhã, o soajo. mais uma daquelas caminhadas que limpam o sangue e a alma, e espero mesmo que a alma. da primeira vez que fui ao soajo, devia ter uns onze anos. conheci uma menina que me disse que os pais plantavam batatas e que adorava bacalhau. estava numa bicicleta. alexandra? sem querer terminar de forma poética, lembro-me muitas vezes dela. que vive num dos meus sítios preferidos.
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cursed eyes
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11:18 p.m.
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1.4.08
ishuffle

estou em permanente shuffle desde há uma semana atras
a música, em shuffle
os posts, ora ponho, ora tiro
mas o maior de todos
está cá dentro
permanentemente
em modo aleatório
ora saca isto e ri
ora saca aquilo e chora
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cursed eyes
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9:06 p.m.
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