20.6.11

risotto de espinafres: saltear um ou dois dentes de alho picados grosseiramente com folhas de espinafre. acrescentar alguma água se a cozedura dos espinafres não tiver libertado muita. acrescentar o arroz. ir juntando água (ou caldo de legumes para quem preferir) à medida que o arroz vai cozendo. acertar o sal. quando cozido e já no prato, polvilhar com pimenta e parmesão ralado. ou um ovo escalfado; é ao gosto do freguês.

1. 04.11, 2. 04.11, 3. 04.11, 4. 05.11, 5. 04.11, 6. 05.11, 7. 06.11, 8. 05.11, 9. 06.11

~
muita coisa, mas muita coisa boa nos últimos meses.

18.6.11

noone knows the persian cats (2009)

the solitude of prime numbers (2010)

out

no fim de semana passado fomos a entre ambos os rios.
não conhecia ainda o parque de campismo e este é mesmo simpático, com vista para o rio.

depois de uns banhos, almoço, calmarias, fomos procurar lagoas


na ermida


e encontrámos algumas, geladíssimas!


de acesso a implicar banhos de bichos da sede e arranhões


mas é disto que gosto. adoro, aliás.

8.6.11

this week i've been mostly having...




vejo com frequência estas coisas, projectos pessoais de pessoas que decidem desenhar o que vestem todos os dias. normalmente são pessoas que desenham muito bem e têm os guarda roupas mais espantosos de sempre.
eu, sem um ou outro, ando com vontade de desenhar e desde ontem que me apeteceu fazer o mesmo. os guarda roupas normais também merecem o seu ode à normalidade!

7.6.11

a trégua (1963)


há uns anos no verão, tive a estúpida ideia de ler "se isto é um homem" como leitura de praia. o livro perseguiu-me durante muito tempo, como perseguem livros e filmes pungentes e reais. primo levi, um químico e escritor italiano foi preso enquanto partisan nas montanhas italianas e levado em 1944 para aushwitz. "se isto é um homem" retrata os onze meses que aí viveu, as maldades da sobrevivência e a miséria de quem vive sem nada num lager.

em "a trégua", primo levi é libertado. em janeiro de 1945 as tropas russas libertam o campo. conscientes disso, pouco antes, as SS dizimaram o maior número que podiam, excepto os extremamente doentes que estavam na enfermaria - caso de levi. este vive, no meio da febre e da inconsciência, a libertação sem alegria, sem reacção. "a trégua" relata os meses de aventura, mendicidade e intervalo entre a libertação e a chegada a turim, na itália.

este é um livro com uma alegria diferente, com momentos e personagens engraçadas, todas elas vindas de um lager que as corrompeu além do suportável mas que lá se aguentam. de janeiro a outubro de 1945 levi passou por campos miseráveis, fome na polónia, russia, bielorrussia e depois de uma viagem de um mês, chega a itália.

chama-se a "trégua" porque separa o momento em que primo levi vive o inimaginável e o momento em que volta a viver. mas tem de viver com aquilo.

este morre nos anos 80, uns dizem que se suicidou outros que foi um acidente (caiu da varanda interior da sua casa, do 3º andar). entre episódios de depressão levi continuava a escrever e fazia questão de contar as suas experiências em escolas, homenagens - para que ninguém esqueça.

eu li o livro em dois dias, gostei muito. gosto muito da escrita. usa palavras certas, inventa algumas, humaniza objectos, é agradável de ler. e nunca é agressivo, como o que se devia esperar.

3.6.11

o mandarim (1880)

e outro que andava por aí inacabado, já foi.

ah, eça eça, ler assim é outra coisa, não sei. elegante e engraçada. fiquei com vontade de confirmar se os maias continuam a ser o meu livro preferido!

30.5.11

for the love of asparagus

espargos não é uma coisa que apareça muito frequentemente nas nossas mesas. são encarados como alimento requintado, talvez pelo seu preço que, já li em algum lado, tem a ver com o facto de terem de ser colhidos à mão.


mas vem o mês de maio e eles aparecem nos supermercados e fico maravilhada com a sua perfeição. todos os anos digo um dia hei-de experimentar. este ano foi o dia.
comprei um molhe.

no primeiro dia cortei-os aos bocadinhos e grelhei-os e salteei com alho, azeite e broa.
no segundo dia salteei com alho e juntei a uma simples massa de pesto com atum, ovo cozido e queijo ralado por cima.

comida de ricos, uma ova. são bem bons e mais baratos que um bife.
veredicto: quero mais.

escalada


ontem fomos fazer escalada num bosque aqui perto. o zvo tem feito frequentemente e já tem material e conhecimento suficientes para se sentir confiante a ensinar-me. e eu só quero ir por ali acima. chegar ao topo de cada via sabe a vitória!

25.5.11

novo interesse


o meu interesse na geórgia, graças às danças, transferiu-se também para arménia. comecei a pesquisar e deparei com histórias que são do mais horrível, inacreditável e desumano que já li.
o massacre da população armena no antigo império otomano é um terror. por uma série de motivos, ora por serem cristãos - logo, de classe inferior - ora por deterem um bom circuito comercial, os turcos com vontade de regressar a um império pan-turco tomaram a decisão de eliminar as minorias do território, e com especial vileza, a população armena.

não é boa ideia contar as histórias que li e as imagens que por aí andam, mas das formas mais bárbaras os turcos eliminaram 1,5 milhões de armenos, atingindo o auge do genocído em 1915.
quem sobrevive, não quer falar, não lhe chamavam genocídio, a palavra não existia. como se vive depois disto, como estarão as relações entre os dois países agora, o que se perdeu? é curioso que um testemunho diz que a tradição turca é roubada. as danças, a comida, a arquitectura...tudo é fruto de pilhagens e usurpações do género. interessante.

an angel at my table, janet frame


há mais de um ano que não terminava um livro. passei imenso tempo sem ler e em pouco tempo comecei outros tantos que continuam pendentes. acabei o que me acompanha desde a minha ida à dinamarca, senão antes. an angel at my table é uma autobiografia da escritora neo-zelandesa janet frame.

foi também o livro que inspirou a realizadora jane campion a fazer um dos meus filmes preferidos com o mesmo título. tenho de o rever o quanto antes, pela...quarta vez?

janet frame passou privações bastante dolorosas que conta com uma simplicidade e uma naturalidade incríveis. desde a infância pobre onde não tinha muita roupa para vestir, à adolescência onde as roupas lhe apertavam o peito ou as toalhas que tinha entre as pernas se previam através das calças. acompanha-a sempre a associação a poemas, a vontade de escrever, a observação diferente da natureza, as pessoas. em pouco tempo revela-se uma escritora talentosa, mas os médicos neo-zelandeses confudiram o seu comportamento diferente com...esquizofrenia. e por isso passa 8 anos num hospício a sofrer tratamentos terríveis de choques eléctricos.

é salva por um prémio literário que ganha noutro país.

depois viaja por espanha, londres, frança, londres e regressa a casa, e assim termina. assistimos à morte das duas irmãs, à doença do irmão, a morte da mãe, do pai, e tudo com uma doçura de uma menina envergonhada, que penso que nunca desapareceu, nem quando morreu em 2004.

agora só me falta acabar os outros quatro.

19.4.11

moi même



linda lisboa

15.4.11

weekend


familiarity

esta semana descobri um brinquedo novo e também coisas nesta cidade que não conhecia. outras que, mesmo apesar de já ter passado naquele sítio várias vezes, nunca tinha reparado!

desvio de rota

quando fiz a lista para este ano, aquilo que está a ocupar a maior parte do meu tempo livre (e, mais do que o que seria desejável, o não livre) ainda não estava prevista. por isso, há coisas que foram ficando esquecidas, que irão ser levadas de outra forma.

não tenho conseguido acompanhar a receita por semana, mas tenho uma série delas por mostrar.
comecei a fazer natação, por isso não sei se vou levar o programa de corrida até ao fim. mas gostava.
mas ando por aí. não deixo de reparar no que é bonito. não deixo de me preocupar com quem gosto. gosto que me espicacem, e mesmo que muitas vezes a resposta seja "hoje não posso...", não quer dizer que nunca possa, e não quer dizer que não faça um esforço por poder.

1.4.11

the east means so many things

ontem aprendi que "bac" pode ser um substantivo. como: "apanhei um bac ". então ontem apanhei um bac de leste.

a experiência no centro deixou-me curiosa. lá conheci comida, dança, pessoas, música de mais a leste. a comida era deliciosa, as pessoas diferentes, a música parecia mais da alma, mas não entendia nada. parecia mais chorada. e eu gostava.
e agora quero ir mais a leste. se dantes o norte era interessante por ser organizado, rico, frio e bom-para-a-vida, o leste parece agora o destino.
não me imagino a viver de novo tanto tempo assim, mas gostava de conhecer, de ver as cores e cheiros da bulgária, da macedónia, sérbia...atravessar o mar negro até à geórgia e arménia.
e ser transparente e invisível, não tocar nada, não deixar marcas.
e regressar.
sabe bem regressar.

23.3.11

i'll be on the water

lá, previa três meses de procura. ainda não o são, mas estão quase a ser, e só imaginar que até podem ser mais, que é normal, aflige-me.

isto tudo afecta, já não sei se gosto assim tanto do que achava gostar, não sei em que sou boa, não sei do que gosto, não sei o que quero fazer.
há meses que preencho formulários e perguntam-se sempre coisas que não sei responder. mas não há escapatória: são formulários, fórmulas para agrupar as pessoas consoante o que fizeram, não o que querem ser ou fazer.

confortou-me ler que só porque um sistema não me aceita não quer dizer que não tenha talentos. os sistema pede coisas esquisitas. o sistema confunde e não respeita. não diz nada de volta, não diz nada nunca.

imagino que alguém ocupado pense que até é bom, ter tempo para fazer o que se gosta.mas não faço o que gosto sequer. sinto-me a perder tempo. sou ocupada na mesma, a minha ocupação é procurar ocupação. quando não o estou a fazer sinto a culpa de procrastinar como quando tinha as horas contadas para inúmeras tarefas. há sempre muita pressa. muitas coisas que é preciso tentar, mas que nunca dão em nada.
eu não tenho nada. continuo optimista. mas isto desanima, tem dias e dias.