acho que nunca tive um grupo de fotos tão curioso.
em lausanne, chegou o verão. chegou o calor. e os festivais na cidade. quando lá estive, a festa era na zona histórica e havia palcos por todo o lado com dança, música, teatro, recitais e muito mais.enquanto esperava por este espectáculo de dança contemporânea, brinquei com a minha máquina e descobri que adoro um dos seus defeitos: o grão em iso elevado.
entretive-me a tirar fotos do casal à minha frente. mas eles devem-me ter topado, porque de repente ficaram muito intimidados.
no dia seguinte, fomos fazer um pic-nic em genève com a chloé. com o braseiro que estava, e depois de hora e meia numa autoestrada entupida, andar descalços na relva e ouvir um concerto de punk jazz e comer salada de arroz soube muito bem. não que eu seja grande fã de punk jazz, mas este grupo era muito bom. e o vocalista parecia que estava nú da cinta para baixo porque só tinha uns boxers e uns collants cor de pele. e dominava o piano com a maior pinta.
era noite escura e o calor persistia. as pessoas no parque também!
19.7.10
swiss summer nights
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joui
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12:01 a.m.
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18.7.10
aproveitar
uma das coisas que mais gosto sobre viver sozinha é de poder cozinhar se quiser, quando quiser, o que quiser. com os ingredientes que, dantes, um não podia comer, o outro não gostava, e por aí fora.
uma das coisas que mais detesto sobre viver sozinha é de cozinhar muitas vezes só para mim. ando há meses para ir ao mercado comprar legumes e fruta frescos, mas desisto facilmente porque sei que não posso comprar muita coisa e variada e porque muitas das coisas que compro acabam por apodrecer no frigorífico. especialmente em semanas em que o que vai acontecer no dia seguinte é sempre surpresa.durante as primeiras semanas, deitava muita coisa fora. agora, tento evitar comprar tudo o que acho que gostaria de comer e tento pensar no que realmente vou comer. mas há sempre dias em que, como hoje, tento pensar em tudo o que está à espera no frigorífico para ser comido, e improviso qualquer coisa.
foi assim que saiu este bolo de legumes. com tudo o que estava no frigorífico a dar as últimas!uma cenoura. meia beterraba (a inquilina mais antiga do meu frigorífico). alho francês que tinha no congelador. meia chouriça que já estava a ganhar bolor. o único ovo que tinha. uns restos de queijo da ilha. farinha com fermento. manteiga. uma pitada de noz moscada. uma pitada de pimenta. umas folhas do meu manjericão, o único ser vivo para além de mim nesta casa. fiz a massa como se fosse para um bolo normal, sem açúcar. salteei os legumes. juntei tudo, estranhei o cheiro e ri-me com o aspecto rosado da mixórdia.
e no fim, estava delicioso!
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joui
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11:02 p.m.
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20.6.10
19.6.10
17.6.10
olhar
como te disse, não tenho tirado muitas fotografias. é pena. com o verão, vem a vontade de passear e andar sempre a tropeçar em pequenos nadas que regalam o olho. aleatoriamente. sempre que saio sem a máquina, arrependo-me. sempre que saio com ela, trago coisas novas.
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joui
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12:29 p.m.
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detour
quando a minha irmã perde o autocarro e eu tenho que ir a ruílhe buscá-la, eu não me importo muito. o caminho até lá é sempre assim, pelos campos e cheio de cores, envolvidas pela luz dourada do fim da tarde.
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joui
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11:46 a.m.
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16.6.10
a lista da joana - balanço final

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cursed eyes
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7:58 p.m.
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15.6.10
a paisagem é diferente. é mais fresca, mais virgem, não sei explicar. recentemente fui até dumbier, o ponto mais alto dos nízke tatry. pelo caminho, ainda de carro até chegar ao início da caminhada, sentia-me em brufe, em germil, no soajo, na paradela. o campo é igual. miúdos no meio da estrada, velhos com sacholas, homens que páram o tractor para beber no café central. a vida de campo é igual. é verde e é dura.
mas quando se chega ao topo, é diferente. e é indizível. amando o gerês, digo que é diferente chegar a dumbier. é novo, é escarpado. é possível sentir antiguidade nas montanhas? pois, se sim, senti que dumbier era intocado, atrevido. e, comparando, que o gerês tem sabedoria, tem pertinência, tem sensatez.
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cursed eyes
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2:17 p.m.
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31.5.10
esvoaçar
não tenho feito muitas coisas dignas de nota ultimamente. não tenho cozinhado, não tenho tirado muitas fotografias e tenho andado quase sempre com a máquina sem bateria, tenho arrumado muitas vezes a casa (o que significa que ainda tenho que me organizar melhor), não tenho feito tricot e não tenho trabalhado grande coisa.ando por aí, a esvoaçar. como o nosso papagaio.
pela primeira vez este ano, fui à praia. revi algumas pessoas. tivemos conversas. vivi devagarinho. andei uns dias pela póvoa, com o verão a entrar aos solavancos. o gabriel (que se auto-intitula de bli) fez dois anos esta semana. ensinei-lhe a dizer "se faz favor" (faxolii) e finalmente disse o meu nome; depois de algumas tentativas, ficou-se por fannna. descobrimos um sítio fixe e perto com vias de escalada e redobrou a minha vontade de me ir inscrever nos treinos.fizemos planos. sonharam-se outros. não sei bem como vai ser este verão, quero fazer muitas mais coisas do que aquelas que posso. dormi muito. a minha playlist preferida é pré-feita (porque não me apetece escolher o que quero ouvir), mas tem encaixado na perfeição.
ao fim e ao cabo, é bom parar e andar por aí a papaguear. na terça parto para mais uns dias na suíça, já com uma to-do list bem grande. a última paragem antes de umas semanas bem turbulentas que estão para chegar.verdade, verdadinha, estes dias foram para retemperar energias e vontades.
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joui
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1:04 a.m.
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22.5.10
17.5.10
canção do monte
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cursed eyes
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2:47 p.m.
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14.5.10
cores dos montes
no dia em que foste embora, levei a katherine a conhecer drave - algo que já lhe tinha prometido quando ainda andávamos a calcorrear as montanhas perto de kandersteg. tenho saudades dessas montanhas; hoje faz um ano que aterrei naquele mundo.
conduzi muito tempo para lá chegar. descemos, almoçámos e voltámos. valeu a pena o esticão. os montes estão cobertos de amarelos, roxos, verdes, brancos. à distância, impressionam. e drave é sempre um bom sítio para se voltar. especialmente se se levar pão feito em casa para as sandes.
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joui
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7:11 p.m.
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8.5.10
5.5.10
inté minho
olá, escrevo já desde bratislava, no meu segundo dia na república da eslováquia.
fui com o o meu monhé até ao minho profundo, até germil. o que começou por ser uma prenda de aniversário ganhou o cunho de despedida do espaço e das pessoas.
foi difícil lá chegar, mas engraçado. fizémos vídeos pelos caminhos, pelas couves, pelos cafés centrais, pelas vacas e pelas velhas de trouxas à cabeça.
tudo estava soalheiro e verde. a casa era bonita e era nossa. respirei ar puro e vim para cá de pulmões cheios e limpos.
quando regressei tive a melhor despedida. atenciosa e com todos. chorei muito, até me sentir parva e exagerada. agradeço assim a todos. mesmo mesmo, não esqueço isso e fiquei mesmo comovida.
obrigada.
meu monhé, lamento o teu dia de anos ser mais meu do que teu, outros virão em que poderei compensar.
esperem posts mais cinzentos, mas não menos emotivos.
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cursed eyes
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3:48 p.m.
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