30.8.10

ainda aveiro

é bastante óbvio que é preciso mais dias assim.

29.8.10

54. take my sister to a different city

num dos últimos dias de julho (nem acredito que agosto passou tão rápido!), ansiava por uns dias à beira-mar, sem nada para fazer. aproveitei uma deslocação do meu pai a aveiro, fizemos uns pequenos ajustes no lugar de chauffer habituel e, de uma forma muito pouco planeada, levei a rita a visitar uma cidade nova.
na universidade, o cheiro a maresia, e a rita a imaginar-se a lá estudar e viver (mal ela sabe a vontade recorrente de viver em cada nova cidade que conhecer...). sem mapas, sem planos, sem fazer a mínima ideia de como se organiza a cidade. à primeira, afastando-nos do centro sem saber, e tropeçando na ria e nas salinas. encantamento.

o salineiro que, aos 80 anos e uma infecção num dos pés, descalços e duros, não conhece o conceito de lucro. só de trabalho árduo. saudades dos tempos em que havia ordem no país e empregos para os mais novos.
fomos turistas. fizemos os mais rebuscados planos para um dia irmos para lá viver. fomos à baixa, depois à barra. na costa nova quisemos uma das casinhas. comemos tripa e comprámos ovos moles.
e conduzi um clássico. um mini! olha só que pinta!

mas clássico, clássico, foi eu ter-me esquecido de perguntar ao dono como se metia a marcha-atrás e, quando chegou a altura de dar a volta, lá tivemos que improvisar...dia completo: cidade nova, dia bonito, e aventuras a la joui...

transition


de repente, ficou frio. tão frio que o vestido de verão no armário parece ridículo e já não se pode andar sem um polar por perto. os dias acabam mais cedo, os frutos nas árvores estão prontos a colher, e o ar tem algo de estaladiço que afugenta a preguiça, desperta. na suíça, está-se a instalar o outono.


no outono, volta a vivacidade e sinto-me capaz de tudo. é quando surgem as ideias, os projectos, as infindáveis listas. nada melhor do que dez dias como estes para a rampa de lançamento para o ano que vem. tenho milhentas ideias: para trabalhar, para tricotar, para cozinhar, fotografar... fazer. tenho um balanço de uma lista pendente, e outra no forno.

no entanto, ainda vou voltar para o verão, e ainda bem. porque embora já esteja preparada para o outono, quero só mais um bocadinho de verão. e ainda tenho um verão cheio de coisas para partilhar!

4.8.10

war photographer


acabei de ver este documentário, sobre o fotógrafo de guerra james nachtwey.
bastante incrível. acompanhamo-lo a trabalhar no kosovo, palestina, indonésia, etc
fica-se à espera que a qualquer momento desate a chorar mas é coisa que ele não faz, se alguma vez fez.
porque viu mais miséria do que quase toda a gente.


19.7.10

swiss summer nights

acho que nunca tive um grupo de fotos tão curioso.

em lausanne, chegou o verão. chegou o calor. e os festivais na cidade. quando lá estive, a festa era na zona histórica e havia palcos por todo o lado com dança, música, teatro, recitais e muito mais.

enquanto esperava por este espectáculo de dança contemporânea, brinquei com a minha máquina e descobri que adoro um dos seus defeitos: o grão em iso elevado.

entretive-me a tirar fotos do casal à minha frente. mas eles devem-me ter topado, porque de repente ficaram muito intimidados.

no dia seguinte, fomos fazer um pic-nic em genève com a chloé. com o braseiro que estava, e depois de hora e meia numa autoestrada entupida, andar descalços na relva e ouvir um concerto de punk jazz e comer salada de arroz soube muito bem. não que eu seja grande fã de punk jazz, mas este grupo era muito bom. e o vocalista parecia que estava nú da cinta para baixo porque só tinha uns boxers e uns collants cor de pele. e dominava o piano com a maior pinta.

era noite escura e o calor persistia. as pessoas no parque também!

18.7.10

aproveitar

uma das coisas que mais gosto sobre viver sozinha é de poder cozinhar se quiser, quando quiser, o que quiser. com os ingredientes que, dantes, um não podia comer, o outro não gostava, e por aí fora.

uma das coisas que mais detesto sobre viver sozinha é de cozinhar muitas vezes só para mim. ando há meses para ir ao mercado comprar legumes e fruta frescos, mas desisto facilmente porque sei que não posso comprar muita coisa e variada e porque muitas das coisas que compro acabam por apodrecer no frigorífico. especialmente em semanas em que o que vai acontecer no dia seguinte é sempre surpresa.

durante as primeiras semanas, deitava muita coisa fora. agora, tento evitar comprar tudo o que acho que gostaria de comer e tento pensar no que realmente vou comer. mas há sempre dias em que, como hoje, tento pensar em tudo o que está à espera no frigorífico para ser comido, e improviso qualquer coisa.

foi assim que saiu este bolo de legumes. com tudo o que estava no frigorífico a dar as últimas!

uma cenoura. meia beterraba (a inquilina mais antiga do meu frigorífico). alho francês que tinha no congelador. meia chouriça que já estava a ganhar bolor. o único ovo que tinha. uns restos de queijo da ilha. farinha com fermento. manteiga. uma pitada de noz moscada. uma pitada de pimenta. umas folhas do meu manjericão, o único ser vivo para além de mim nesta casa. fiz a massa como se fosse para um bolo normal, sem açúcar. salteei os legumes. juntei tudo, estranhei o cheiro e ri-me com o aspecto rosado da mixórdia.

e no fim, estava delicioso!

20.6.10

draw my shopping list

19.6.10

os meus olhares




num dia carrancudo, de chuva frio e sol e calor, de demasiado eslovaco e de curso de fotografia.

17.6.10

olhar

como te disse, não tenho tirado muitas fotografias. é pena. com o verão, vem a vontade de passear e andar sempre a tropeçar em pequenos nadas que regalam o olho. aleatoriamente. sempre que saio sem a máquina, arrependo-me. sempre que saio com ela, trago coisas novas.

detour

quando a minha irmã perde o autocarro e eu tenho que ir a ruílhe buscá-la, eu não me importo muito. o caminho até lá é sempre assim, pelos campos e cheio de cores, envolvidas pela luz dourada do fim da tarde.

16.6.10

a lista da joana - balanço final


esta semana, no dia 12 de junho, terminou o prazo da minha lista de 101 coisas em 1001 dias, feita a 17.10.2007.
é verdade, já passou.
fiz cerca de metade dos itens, o que me deixa feliz. considerei feitos alguns itens, mesmo que não totalmente cumpridos. este é o balanço final, depois de apenas um balanço feito em 2009.

adorei ter este compromisso ao longo destes quase três anos. foi realmente o meu projecto pessoal de vida, e pretendo repetir. a sensação de riscar um item é muito boa.

quando foi feita, o contexto era totalmente diferente. em 2007, terminava um mestrado que me custou imenso levar a cabo, pela desmotivação e tudo o resto. fi-lo a pensar no ideal, e não fugi muito ao que idealizei, o que me deixa muito feliz.

desde fevereiro 2010, última vez que revi a lista (apenas pessoalmente, sem balanço no blog), fiz os seguintes:

- em maio comecei um EVS de oito meses em bratislava, onde irei partilhar casa com mais duas voluntárias.
- assinei a revista flor de lis, não era bem o que tinha em mente mas não deixa de ser uma assinatura!
- com o luís, comecei a ver muitos filmes e alcancei a meta de cinquenta.
- criei um website chamado www.nerozumiem.com que actualizo a partir de bratislava.
- enviei 17 das 15 cartas a que me tinha proposto
- comecei a dar aulas de danças tradicionais em regime de ATL, ensinando nomeadamente chappeloise

assunto encerrado, ao próximo!

15.6.10



a paisagem é diferente. é mais fresca, mais virgem, não sei explicar. recentemente fui até dumbier, o ponto mais alto dos nízke tatry. pelo caminho, ainda de carro até chegar ao início da caminhada, sentia-me em brufe, em germil, no soajo, na paradela. o campo é igual. miúdos no meio da estrada, velhos com sacholas, homens que páram o tractor para beber no café central. a vida de campo é igual. é verde e é dura.
mas quando se chega ao topo, é diferente. e é indizível. amando o gerês, digo que é diferente chegar a dumbier. é novo, é escarpado. é possível sentir antiguidade nas montanhas? pois, se sim, senti que dumbier era intocado, atrevido. e, comparando, que o gerês tem sabedoria, tem pertinência, tem sensatez.

31.5.10

esvoaçar

não tenho feito muitas coisas dignas de nota ultimamente. não tenho cozinhado, não tenho tirado muitas fotografias e tenho andado quase sempre com a máquina sem bateria, tenho arrumado muitas vezes a casa (o que significa que ainda tenho que me organizar melhor), não tenho feito tricot e não tenho trabalhado grande coisa.

ando por aí, a esvoaçar. como o nosso papagaio.

pela primeira vez este ano, fui à praia. revi algumas pessoas. tivemos conversas. vivi devagarinho. andei uns dias pela póvoa, com o verão a entrar aos solavancos. o gabriel (que se auto-intitula de bli) fez dois anos esta semana. ensinei-lhe a dizer "se faz favor" (faxolii) e finalmente disse o meu nome; depois de algumas tentativas, ficou-se por fannna. descobrimos um sítio fixe e perto com vias de escalada e redobrou a minha vontade de me ir inscrever nos treinos.

fizemos planos. sonharam-se outros. não sei bem como vai ser este verão, quero fazer muitas mais coisas do que aquelas que posso. dormi muito. a minha playlist preferida é pré-feita (porque não me apetece escolher o que quero ouvir), mas tem encaixado na perfeição.

ao fim e ao cabo, é bom parar e andar por aí a papaguear. na terça parto para mais uns dias na suíça, já com uma to-do list bem grande. a última paragem antes de umas semanas bem turbulentas que estão para chegar.
verdade, verdadinha, estes dias foram para retemperar energias e vontades.

22.5.10

moja nóvy mesto

ahoj bratislava, já cá estou há três semanas e ainda não te tinha mostrado!