30.8.10
29.8.10
54. take my sister to a different city
num dos últimos dias de julho (nem acredito que agosto passou tão rápido!), ansiava por uns dias à beira-mar, sem nada para fazer. aproveitei uma deslocação do meu pai a aveiro, fizemos uns pequenos ajustes no lugar de chauffer habituel e, de uma forma muito pouco planeada, levei a rita a visitar uma cidade nova.
na universidade, o cheiro a maresia, e a rita a imaginar-se a lá estudar e viver (mal ela sabe a vontade recorrente de viver em cada nova cidade que conhecer...). sem mapas, sem planos, sem fazer a mínima ideia de como se organiza a cidade. à primeira, afastando-nos do centro sem saber, e tropeçando na ria e nas salinas. encantamento.
mas clássico, clássico, foi eu ter-me esquecido de perguntar ao dono como se metia a marcha-atrás e, quando chegou a altura de dar a volta, lá tivemos que improvisar...
dia completo: cidade nova, dia bonito, e aventuras a la joui...
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joui
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10:04 p.m.
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transition
de repente, ficou frio. tão frio que o vestido de verão no armário parece ridículo e já não se pode andar sem um polar por perto. os dias acabam mais cedo, os frutos nas árvores estão prontos a colher, e o ar tem algo de estaladiço que afugenta a preguiça, desperta. na suíça, está-se a instalar o outono.
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joui
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9:33 p.m.
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4.8.10
war photographer

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cursed eyes
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7:44 p.m.
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19.7.10
swiss summer nights
acho que nunca tive um grupo de fotos tão curioso.
em lausanne, chegou o verão. chegou o calor. e os festivais na cidade. quando lá estive, a festa era na zona histórica e havia palcos por todo o lado com dança, música, teatro, recitais e muito mais.enquanto esperava por este espectáculo de dança contemporânea, brinquei com a minha máquina e descobri que adoro um dos seus defeitos: o grão em iso elevado.
entretive-me a tirar fotos do casal à minha frente. mas eles devem-me ter topado, porque de repente ficaram muito intimidados.
no dia seguinte, fomos fazer um pic-nic em genève com a chloé. com o braseiro que estava, e depois de hora e meia numa autoestrada entupida, andar descalços na relva e ouvir um concerto de punk jazz e comer salada de arroz soube muito bem. não que eu seja grande fã de punk jazz, mas este grupo era muito bom. e o vocalista parecia que estava nú da cinta para baixo porque só tinha uns boxers e uns collants cor de pele. e dominava o piano com a maior pinta.
era noite escura e o calor persistia. as pessoas no parque também!
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joui
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12:01 a.m.
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18.7.10
aproveitar
uma das coisas que mais gosto sobre viver sozinha é de poder cozinhar se quiser, quando quiser, o que quiser. com os ingredientes que, dantes, um não podia comer, o outro não gostava, e por aí fora.
uma das coisas que mais detesto sobre viver sozinha é de cozinhar muitas vezes só para mim. ando há meses para ir ao mercado comprar legumes e fruta frescos, mas desisto facilmente porque sei que não posso comprar muita coisa e variada e porque muitas das coisas que compro acabam por apodrecer no frigorífico. especialmente em semanas em que o que vai acontecer no dia seguinte é sempre surpresa.durante as primeiras semanas, deitava muita coisa fora. agora, tento evitar comprar tudo o que acho que gostaria de comer e tento pensar no que realmente vou comer. mas há sempre dias em que, como hoje, tento pensar em tudo o que está à espera no frigorífico para ser comido, e improviso qualquer coisa.
foi assim que saiu este bolo de legumes. com tudo o que estava no frigorífico a dar as últimas!uma cenoura. meia beterraba (a inquilina mais antiga do meu frigorífico). alho francês que tinha no congelador. meia chouriça que já estava a ganhar bolor. o único ovo que tinha. uns restos de queijo da ilha. farinha com fermento. manteiga. uma pitada de noz moscada. uma pitada de pimenta. umas folhas do meu manjericão, o único ser vivo para além de mim nesta casa. fiz a massa como se fosse para um bolo normal, sem açúcar. salteei os legumes. juntei tudo, estranhei o cheiro e ri-me com o aspecto rosado da mixórdia.
e no fim, estava delicioso!
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joui
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11:02 p.m.
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20.6.10
19.6.10
17.6.10
olhar
como te disse, não tenho tirado muitas fotografias. é pena. com o verão, vem a vontade de passear e andar sempre a tropeçar em pequenos nadas que regalam o olho. aleatoriamente. sempre que saio sem a máquina, arrependo-me. sempre que saio com ela, trago coisas novas.
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joui
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12:29 p.m.
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detour
quando a minha irmã perde o autocarro e eu tenho que ir a ruílhe buscá-la, eu não me importo muito. o caminho até lá é sempre assim, pelos campos e cheio de cores, envolvidas pela luz dourada do fim da tarde.
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joui
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11:46 a.m.
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16.6.10
a lista da joana - balanço final

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cursed eyes
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7:58 p.m.
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15.6.10
a paisagem é diferente. é mais fresca, mais virgem, não sei explicar. recentemente fui até dumbier, o ponto mais alto dos nízke tatry. pelo caminho, ainda de carro até chegar ao início da caminhada, sentia-me em brufe, em germil, no soajo, na paradela. o campo é igual. miúdos no meio da estrada, velhos com sacholas, homens que páram o tractor para beber no café central. a vida de campo é igual. é verde e é dura.
mas quando se chega ao topo, é diferente. e é indizível. amando o gerês, digo que é diferente chegar a dumbier. é novo, é escarpado. é possível sentir antiguidade nas montanhas? pois, se sim, senti que dumbier era intocado, atrevido. e, comparando, que o gerês tem sabedoria, tem pertinência, tem sensatez.
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cursed eyes
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2:17 p.m.
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31.5.10
esvoaçar
não tenho feito muitas coisas dignas de nota ultimamente. não tenho cozinhado, não tenho tirado muitas fotografias e tenho andado quase sempre com a máquina sem bateria, tenho arrumado muitas vezes a casa (o que significa que ainda tenho que me organizar melhor), não tenho feito tricot e não tenho trabalhado grande coisa.ando por aí, a esvoaçar. como o nosso papagaio.
pela primeira vez este ano, fui à praia. revi algumas pessoas. tivemos conversas. vivi devagarinho. andei uns dias pela póvoa, com o verão a entrar aos solavancos. o gabriel (que se auto-intitula de bli) fez dois anos esta semana. ensinei-lhe a dizer "se faz favor" (faxolii) e finalmente disse o meu nome; depois de algumas tentativas, ficou-se por fannna. descobrimos um sítio fixe e perto com vias de escalada e redobrou a minha vontade de me ir inscrever nos treinos.fizemos planos. sonharam-se outros. não sei bem como vai ser este verão, quero fazer muitas mais coisas do que aquelas que posso. dormi muito. a minha playlist preferida é pré-feita (porque não me apetece escolher o que quero ouvir), mas tem encaixado na perfeição.
ao fim e ao cabo, é bom parar e andar por aí a papaguear. na terça parto para mais uns dias na suíça, já com uma to-do list bem grande. a última paragem antes de umas semanas bem turbulentas que estão para chegar.verdade, verdadinha, estes dias foram para retemperar energias e vontades.
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joui
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1:04 a.m.
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