16.5.08

há uma coisa que me deixa perturbada. não é bem essa palavra, é uma mistura de incómodo, de surpresa e de incompreensão. com açucar, se faz favor.
são as adolescentes.
primeiro, invejo-as um bocadinho porque é a olhar para elas que sinto aqueles laivos de velhice quando penso "isto é tão diferente do meu tempo".
mas em segundo, é a facilidade delas, a banalização do "amo-te" que elas andam a espalhar por aí. é irritante ver mãos dadas, beijos na boca, palavras de eterno amor entre meninas de 15 anos, que dizem "amo-te", ou melhor "amu-t" a torto e a direito.

tenho dito.
não digo pim porque sou do indie russótrad.

4 comentários:

  1. é um laivo de velhice, sim senhor
    que na nossa altura já se dizia amo-te com a mesma leviandade, e olha que eu sei porque vivi na Póvoa de Lanhoso.
    Não se dizia amu-t (ou amut, ou mesmo amt), mas escrevia-se nas paredes, no chão, amava-se num dia e no outro não. havia as amigas que andavam de mãos dadas e se amavam umas às outras, havia outras coisas que agora não há.
    agora é com açúcar, dantes era com mel.
    e a parvalheira adolescente há-de sempre existir e ainda bem.
    (embora também me irrite)

    nos anos 60, devia ser bem pior, eles amavam-se todos.

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  2. e ainda bem não...??????
    amar a torto e a direito faz nos fugir da morte...
    eu acho que mais vale assim do que se não amassem nada

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  3. make luv not war?

    that's the spirit, i think :)

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