a rita já resumiu a viagem em imagens. 14.7.08
8. do an Interrail, even if a small one
a rita já resumiu a viagem em imagens.
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joui
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6:02 p.m.
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Procrastination
A minha arte.
É bom ter tempo para ela outra vez :)
(merci, Chloé, hihih)
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joui
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5:07 p.m.
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being back in my skin
é andar alegremente pelos corredores do departamento sem pesos na alma
é voltar a fazer projectos para nunca mais repetir um ano tão mau como este foi
é recuperar sonhos que já não me lembrava de ter
é querer ouvir música e fazer coisas bonitas e fazê-las
é escrever mails às pessoas de quem tenho mais saudades depois de tanto tempo
é querer pôr a mochila às costas e ir passear
é fazer listas e mais listas de projectos e possibilidades
é voltar a ter sonhos que não envolvem trabalho
é ter vontade de cozinhar para toda a gente
é vontade de usar saias
é vontade de dançar e tocar timbalão e voltar a pegar no violoncelo
é querer apanhar muito, muito sol e muito mar e muitos horizontes
é querer descer a costa alentejana a pé
andar muito, muito a pé
tirar fotografias bonitas na rua
encontrar fotografias bonitas na rua
ler a história da europa
ser europeia do mundo
cantarolar no duche
querer comprar uma bicicleta em segunda mão (será que a minha velhinha tem esperança?)
levar a minha irmã a passear noutra cidade
escrever, ler e ver filmes
e voltar a respirar e encontrar a beleza onde ela costumava andar
mais ou menos por todo o lado :)
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joui
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5:05 p.m.
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9.7.08
A invenção da Saudade, por Pascoaes
Como se sabe, a publicação das teses de Pascoaes suscitou uma polémica muito viva. Um dos adversários mais virulentos de Pascoaes foi António Sérgio (1883-1969). Defendeno enfaticamente um ponto de vista racionalista e anti-nacionalista acerca do tópico, Sérgio optou por centrar os seus ataques a Pascoaes em torno do carácter supostamente intraduzível da palavra saudade. De facto, segundo Pascoaes, o povo português seria:
“o único povo que pode dizer que na sua língua existe uma palavra intraduzível nos outros idiomas, a qual encerra todo o sentido da sua alma colectiva (…) Sim: a palavra saudade é intraduzível. O único povo que sente a Saudade é o povo português (…). Os outros povos europeus sentem naturalmente uma espécie de saudade que em francês é souvenir, em espanhol recuerdo, etc. Mas este sofrimento, nesses Povos, não toma alma e o corpo que adquire no sentir português. Souvenir ou recuerdo são apenas um elementos da Saudade, cujo perfil é inconfundível. e por isso, ela se exteriorizou numa palavra que não tem equivalente noutras línguas”
Para antónio Sérgio, pelo contrário, a palavra saudade não era de maneira nenhuma intraduzível:
“muito ao contrário do que Pascoaes afirma, a palavra saudade é traduzível. Várias nações a representam por um termo especial: o galego tem soledades, soedades, saudades; o catalão anyoransa, anyoramento, o italiano desio, disio; o romeno, doru, ou dor; o sueco saknad; o dinamarquês, savn; e o islandês, saknaor…”
Carolina Michaelis de Vasconcelos também não subscrevia as teses de Pascoaes sobre o carácter instrduzível da saudade, tentando igualmente - à semelhança de Sérgio - mostrar que um certo número de línguas europeias possuíam também equivalentes da saudade:
“é inexacta a ideia que outras nações desconheçam esse sentimento. É ilusória a afirmação (já quatro vezes secular) que o mesmo vocábulo Saudade (…) não tenha equivalente em língua alguma do globo terráqueo e distinga unicamente a faixa atlântica, faltando mesmo na Galiza de além-Minho”
Segundo Carolina Michaelis, saudade tinha de facto equivalente em quatro outras línguas da península ibérica: soledad ou soledades em castelhano, senhoredade no asturiano, morrinha no galego e anoryanza e anoryament no catalão. De resto, seria possível encontrar termos similares noutras línguas europeias: sehnsucht em alemão, längta em sueco. A particularidade da saudade residiria no seu uso mais frequente em português, por exemplo, durante os descobrimentos ou na literatura, e na importância da sua contribuição para a configuração da “alma portuguesa”.
Apesar desta controvérsia, as ideias de Pascoaes receberam em geral um acolhimento bastante favorável. como escreveu Óscar Lopes, “as principais ideias de pascoaes estão em sintonia com a cultura portuguesa do seu tempo” e, entre as elites culturais portuguesas, a saudade torna-se num instrumento relativamente usado para falar nas especificidades do ser português. (…)
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cursed eyes
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1:23 a.m.
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3.7.08
sabias que mantive um diário em Granada?
e o encontrei e folheei
e mais abaixo estava o livro das desilusões
escrito
que a joana nos pediu numas escadas no realejo
que saudades.
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cursed eyes
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5:15 p.m.
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não fiz nada do que disse que ia fazer. o meu quarto continua em pantanas
mas já dormi ao relento
já descobri as histórias de amor da família
já passei um dia com pezinhos na água
tenho dançado muito no quarto
já comi um gelado
já li dos trajes de viana
(já sei quais foram as coisas preferidas da oprah em 2007. quero aquela batedeira tão maldosamente)
oh ana, também não gosto de maiúsculas!
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cursed eyes
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11:14 a.m.
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26.6.08
to be read
Musical Heritage and National Identity in Uzbekistan;
‘This Drum I Play’: Women and Square Frame Drums in Portugal and Spain;
Music, Memory and History;
Learning to perform as a research technique in ethnomusicology;
The Jewish service in Communist Hungary: a personal journey;
‘I Take My Dombra and Sing to Remember my Homeland’: Identity, Landscape and Music in Kazakh Communities of Western Mongolia;
‘So: ragged woman’ The aesthetics and ethics of skilled action among Nepal’s Yolmo Buddhists;
Musical Structure, Performance and Meaning: the Case of a Stick-Dance from Nepal;
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cursed eyes
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3:19 p.m.
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24.6.08
Júlio Miguel e Lêninha - O Filho do Recluso
esquece tudo
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cursed eyes
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7:29 p.m.
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23.6.08
e desenhar e pintar azulejos! eu ia por isso nas paredes, pois era.
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cursed eyes
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3:43 p.m.
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HAH ou como dizia a outra "do you believe in life after ****?"
substituir o ****, de amor, por tese!
Entregue de manhã, já faz dizer "o que é que a gente faz agora?" ao almoço.
Por isso, não me posso esquecer de todas as coisas que adiei para este momento. Ui, e foram tantas.
Para já, já passeei por blogs com calma, sem pesos.
Já estive a ver o estado da minha lista, que vai bem adiantada, mas estou claramente a deixar os mais difíceis (e melhores) para o fim.
Já não escrevo aqui há tanto tempo que já aconteceram tantas coisas e nem tive tempo de fazer constar. Não que haja essa necessidade, mas as coisas precisam de crónicas para se saber ou se lembrar que existiram.
Tenho muito sono
Aquela banda desenhada ganhou o prémio da bienal de arte jovem de Braga, foi das notícias mais motivadoras que alguma vez já recebi. Deu-me ganas de muito;
Vou construir uma jangada para descer o rio com os meus companheiros caminheiros (quem disse que devia haver uma barra no meio?);
Os planos tiveram de ser ligeramente alterados, atrasados, por motivos de força maior, aos quais já me conformei e já nem me deixam triste. A vida vai melhorar. Como disse, foram atrasados;
"Isso vem ou não?"
ok
É que eu disse que ia escrever uma lista das coisas que adiei para não me esquecer:
Tenho de arrumar o meu quarto, que está à espera desde Amesterdão
Tenho de pensar em alguma coisa-de-psicóloga para a minha mãe
Tenho de tricotar
Tenho de organizar papel
Tenho de seleccionar postais, fotografias para revestir as paredes - brancas desde Amesterdão
Tenho de revelar fotografias da Holga
Tenho que escrever à Rita e à Cati (a carta ficou a meio)
Tenho de enviar postais ao meu irmão a dizer Obrigado
Tenho de coser uma t-shirt com um polvo
Tenho de desenhar os meus amigos e oferecer-lhes
Tenho de por a roupa de Verão acessível
Tenho de tirar a carta!
Tenho de ser melhor secretária
Tenho de gravar um cd ao João
Tenho de escrever e-mails ao Rui, à Isabel, à Cate, Ele e Gio, Rachele e Pierrick
Tenho de praticar flauta
Ufa!
Estou-me a esquecer de coisas! não pode!
estou alarmista já disse
e feliz
e é s.joão, e há sardinhada com família, o que significa que hoje vou cheirar a sardinha e a bebé e depois vou pró popularucho!
beijinhos meus queridos, todos todos
que felicidade momentânea, que alívio
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cursed eyes
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2:37 p.m.
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18.6.08
14.6.08
13.6.08
para variar
Trabalho à noite no departamento;
ouço Seu Jorge (que achava que não gostava);
vicio-me no Facebook, porque através dele estou a encontrar gente de quem já não tinha sinal há muitos anos;
e dou conta que afinal não li tão pouco quanto isso durante este ano.
aprende-se muita coisa, aprende-se sim.
mas neste momento, fazia como a ana. ai não, que não ia...
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joui
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11:45 p.m.
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12.6.08
como se não bastasse
A propósito do post anterior, que já era a propósito das minhas memórias da Inglaterra, tive que abrir o blogger com outra conta de e-mail.
Aquela que está associada à minha conta no Facebook, no qual me inscrevi já não sei por que razão, e que simplesmente não uso.
Mas o Facebook hoje trouxe-me uma surpresa: a Rebecca Willson, uma menina que andou comigo na escola primária em Exeter e uma das pessoas que, segundo a minha lista (item 75) é suposto eu encontrar, escreveu-me.
E escreveu a todas as Joanas Osório que encontrou no Facebook à minha procura. E encontrou-me. Oh, estou tão contente. Não sei bem como voltar a concentrar-me no que devo.
E como se não bastasse, tenho exame de piano hoje.
E como se isso também não bastasse, há uma música que eu não sei tocar.
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joui
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2:46 p.m.
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a propósito
A Jane Brocket tem no seu novo site a receita de Chewy Flapjacks.
A Grace era a minha next door neighbour e fazia os melhores Chewy Flapjacks do mundo. Ok. Também só provei os dela. Mas flapjacks lembra-me obrigatoriamente a Grace, e a East Grove Road, os verões a jogar à bola na rua e as caixas de lata em que ela metia os flapjacks. Que eu lhe pedinchava quase todas as semanas para fazer. Está permanentemente gravado na memória e tenho a certeza que se algum dia sofrer de Alzheimer, vou pedir ao pobre coitado que me aturar para chamar a Grace para ela me trazer os flapjacks.
Ao pensar na East Grove Road, lembrei-me que nunca vos contei como era o sítio onde eu morava. Mas isso fica para outra altura; hoje já não me posso distrair mais.
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joui
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1:58 p.m.
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oh não!
A JANE BROCKET DO YARNSTORM TEM UM WEBSITE, PORRA!
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cursed eyes
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12:51 p.m.
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10.6.08
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cursed eyes
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6:57 p.m.
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5.6.08
a cor da camisola
Há muita coisa que me irrita no facto de Domingo toda a tarde, em todos três canais generalistas, se fazerem "Especiais Selecção". Ou como dizia o Tiago, só faltava mesmo saber de que cor era o papel higiénico com que o Cristiano Ronaldo limpou o rabo naquele dia.
Mas há algo nisto e nisto que me emociona. Desde o momento em que vi os emigrantes acolher a selecção, até chegar à Suiça e ver as bandeiras portuguesas nas janelas. Só portuguesas, para já. Os portugueses fazem-se ouvir, e os suiços abrem lentamente a pestana. Mas sem saber muito bem o que é que lhes está a acontecer.
Ontem li no público:
"Bem vindos a outro mundo." A frase lia-se num jornal suiço publicado ontem e ainda se referia à chegada da selecção a Neuchâtel, quando perto de 10mil portugueses aguardaram durante horas que o autocarro que transportava os jogadores passasse à frente dos seus olhos. Mas talvez amanhã o jornalista que escreveu aquela frase tenha que reformular, escrevendo: "Bem-vindos a outro universo."
(...)
Para um suiço distraído, a selecção portuguesa tinha acabado de golear o seu adversário, no estadio de Neuchâtel. Contrariando as restrições impostas pelas autoridades, durante várias horas, os portugueses passearam-se no centro da cidade buzinando os seus carros sem temer multas.
E mais do que em território nacional, é na Suíça que a selecção tem recebido maior apoio. É na Suíça que se vêem mais bandeiras portuguesas nas janelas. É na Suíça que se encontram mais pessoas com t-shirts de Portugal vestidas. Por muito confuso que tudo isto possa parecer a um suiço.
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joui
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11:20 a.m.
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3.6.08
Antsy Pants - Tree Hugger
Eu ando mais com coisas estupidamente bem dispostas e infantis.
Storytime today is at 15:19.
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joui
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3:19 p.m.
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