10.2.09

saber melhor do que ninguém

para matar um dia mau, não há nada melhor do que nadar umas piscinas valentes. mas às vezes, as avós sabem melhor do que nós e ainda conseguem superar essas piscinas com uma açorda alentejana para comer no final.

"eu quero conhecer a iris, trá-la cá, não a deixes ficar em lisboa a conhecer só as tuas amigas lisboetas que comem croissants na graça. diz-lhe que tens amigas com celulite que comem pequeno almoço na cama de olhos fechados e ficam com a cama cheia de migalhas, e que se babam às vezes"

por aí

ainda as árvores do inverno e os polaroids

mas ao menos quando tomei o pequeno-almoço, tinha raios de sol a entrar pela janela. e o céu voltou a estar azulão.


hoje, por aqui, ouvem-se oldies.

7.2.09

coisas do estômago

não sendo eu particularmente dada ao cor-de-rosa, como é que eu vou viver quatro meses a usar uma t-shirt dessa cor?

6.2.09

next stop


snowy wires & tracks
Originally uploaded by
eyeflyer

5.2.09

i'm around

tem andado parado, isto por aqui. não temos deixado de fazer coisas, nem de pensar coisas, nem coisa que se pareça. mas a atenção não tem andado por estes lados.

tem andado pelas árvores despidas do inverno
e nem sequer se tem visto esse azul no céu. tem sido mais escuro, mais chuvoso, mais pesado. mas também não há grandes ligeirezas nesta altura.
é de tomar decisões e investir em futuros projectos. tentar atar pontas soltas e segurar o que está pendente, o que precisa de atenção.
já consegui acabar algumas coisas da minha lista. tenho feito pão em casa, com a nova máquina. consegui passar no código, e tirei grande nota no exame de inglês. tenho tido algum tempo, não muito, para ler e ver filmes e aproveitar os domingos e fazer bolos e bolachas de vez em quando.
e descobrir brincadeiras novas e finalmente começar a arrumar o meu disco duro que tanto precisa. coisas pequenas e supérfluas, eu sei, mas tão importantes para seguir em frente, que cada minúscula conquista sabe a grande vitória.

we're getting somewhere.

20.1.09

a mercearia

há uma semanas vim parar a este sítio. acontece que a minha colega de trabalho vive acima desta mercearia, que é gerida pelos pais.
é uma das poucas mercearias assim da cidade. balança de pesos, armários de madeira e frutos secos avulso.

a mota para levar as encomendas aos clientes...
vão sair de lá em breve, mudar de casa, os pais estão cansados...naquela praça há um prédio habitado.



enquanto descíamos a rua de souto, a a. dizia-me que em toda a rua de souto, vivia uma pessoa. uma.
a rua que achava que tinha mais vida do centro histórico, afinal, só tem uma.



e é tão triste olhar para as fachadas daquelas casas e achá-las tão lindas e depois pensar que dificultam tanto torná-las vivíveis.
quem me dera viver por aqueles lados.



enfim...está a ser o destino dos centros das cidades. é triste.







15.1.09

all i need


manteigas, foto daqui

11.1.09

frost

ontem de manhã ainda havia neve, e hoje ainda há restos dela por todo o lado (aqui na póvoa).
Posted by Picasa

9.1.09

balanço da lista da joana

até tenho vergonha do que vou colocar aqui, mas é o que dar estar em casa sem internet. o balanço está demasiado detalhado, mas deu-me gosto fazer, podem fazer o download (ahaha) aqui, deixo-vos a imagem para ilustrar o feito de um ano.


a ultima vez foi em 1987! neva em braga!




8.1.09

férias

com família completa, à pergunta "onde vamos?" a minha sugestão imediata é sempre viana do castelo. e lá fomos. muito frio, muito sol, bom para o londrino. e o manel natário tem o dom de escolher os piores dias para fechar o tasco.

a passagem de ano foi em lisboa, a comer o delicioso frango à paneleiro do pedro, a ouvir as dissertações do tiago (não conhecia nenhum dos dois) com a companhia da rosa e da rita.

foi pacato. foi bom. aos 00.01 fizemos silencio e ouvimos a festa.


com o rui fomos passear por lisboa. soube bem, já tinha saudades. paramos no "pois". que sítio bonito.




como ficamos as duas sem cartão, andamos a pedinchar dinheiro, e felizmente paramos no porto, onde lanchamos com o mini e com as nossas segundas intenções


no artes em partes


e no fim de semana, o ar fresco de vila verde.


4/20

outra daquelas coisas. a coreia do norte é tão hermeticamente fechada que não sei faz ideia das coisas que lá se passam. o "voluntariado" ridículo, os informadores, as regras em livros, os calendários...in-crí-vel.

este livro é só a estadia de guy delise em pyongyang durante dois meses. seria tremendamente aborrecido de ler, se não fossem dois meses em pyongyang. (música da twilight zone)

7.1.09

um dia de roteiro

quando a rita esteve em braga, passamos um dia inteiro a caminhar de um lado para o outro, e no final do dia apercebemos-nos que tínhamos feito um roteiro de braga verdadeiramente aconselhável a turista. por isso aqui o deixo.

neste site tem um mapa da cidade de braga, podem consultar as ruas se quiserem

à noite, antes do jantar, fomos ao "ferreira k" na rua dos capelistas, um café antigo da cidade, recentemente renovado.



depois do jantar, o tiago voltou-se a juntar a nós no "espaço 14", uma casa restaurada na rua de chãos com muitos elementos de cultura tradicional minhota, cabeçudos, comércio justo e artesanato. entre livros e filmes, permite várias formas de estar, todas elas muito descontraídas.


no dia seguinte, nada melhor do que começar com uma passeata na zona velha da sé (foto da rita)

e de outra passeata na melhor livraria da cidade, a 100ª página. esta livraria fica bem na avenida central, num edifício restaurado, concebido por um dos maiores arquitectos da cidade, andré soares. tem o atendimento mais caloroso e bem informado que alguma vez já vi, e promove muitas iniciativas interessantes, especialmente para os mais novinhos. quem quiser apenas coscuvilhar os livros, também o pode fazer enquanto saboreia uma tarte caseira.


outra caminhada se seguiu, com paragem na rua de santo andré na casa cabeça negra, uma casa antiga da cidade, mas só recentemente reaberta por familiares mais jovens. é como entrar num rebuçado, bem cheiroso e tranquilo. como estávamos bem perto, parámos na mapa kyoto, no campo novo, onde a r. se surpreendeu a ela mesma com uns sapatos...de menina!

e eis que telefona a compincha, que está perdida no carandá.
ainda bem.
aqui estão as cores do chá, uma sala quente, bem acolhedora, localizada no já desolador mercado cultural do carandá. uma potência de cultura completamente deixada ao abandono. não por fraca tentativa, mas por fraco interesse da comunidade bracarense...uma pena, e uma desmotivação para quem quer trazer cultura a uma cidade que tanto precisa.


e, por fim, a velha a branca, na esquina do início da rua de santa margarida. um prédio reabilitado por duas dezenas de amigos, com tudo o que se possa imaginar a decorrer lá dentro. uma mais valia nossa. (fotos da rita)






26.12.08

que sequência de postagens mais burra
é como digo, basta falar alto para ter ideias
a vida da minha família dava uma bd do caneco! claro que não envolvem guerras e violências desumanas, mas são bem incríveis!

estou muito feliz. as peças encaixam-se e as pessoas andam realmente completas. pena ser tão pouco tempo

escrevi uma carta ao meu tio a pedir-lhe histórias de família. só com ele soube que o meu bisavô matara o seu melhor amigo por causa de um gato e só com ele soube que o mesmo homem saltou na barriga da minha avó quando engravidou.

sei que ele já começou as suas recolhas.
estou ansiosa.

persepolis


há três horas que não consigo parar de ler perspolis, os dois volumes. de cada vez que leio banda desenhada fico com vontade de desenhar, mas logo a seguir lamento não ter vida assim. não lamento, na realidade. é só uma questão de pegar no papel e lápis. vidas inventam-se. mas são estes livros que me tocam, e vidas inventadas não tocariam igual.

repito
a história assim contada é que fica

um voto a favor dos manuais de história ilustrados e contados na primeira pessoa!

16.12.08

sem título

tenho pensado na morte. às vezes penso muito nela. mas desta vez está a ser diferente. já não me sinto imortal. se calhar às vezes sinto-me, mas já não é sempre. é só às vezes. têm morrido muitos amigos dos meus pais. da idade deles. cancros, ataques cardíacos. dá medo. e faz-me pensar. e é só isto.