26.12.08

que sequência de postagens mais burra
é como digo, basta falar alto para ter ideias
a vida da minha família dava uma bd do caneco! claro que não envolvem guerras e violências desumanas, mas são bem incríveis!

estou muito feliz. as peças encaixam-se e as pessoas andam realmente completas. pena ser tão pouco tempo

escrevi uma carta ao meu tio a pedir-lhe histórias de família. só com ele soube que o meu bisavô matara o seu melhor amigo por causa de um gato e só com ele soube que o mesmo homem saltou na barriga da minha avó quando engravidou.

sei que ele já começou as suas recolhas.
estou ansiosa.

persepolis


há três horas que não consigo parar de ler perspolis, os dois volumes. de cada vez que leio banda desenhada fico com vontade de desenhar, mas logo a seguir lamento não ter vida assim. não lamento, na realidade. é só uma questão de pegar no papel e lápis. vidas inventam-se. mas são estes livros que me tocam, e vidas inventadas não tocariam igual.

repito
a história assim contada é que fica

um voto a favor dos manuais de história ilustrados e contados na primeira pessoa!

16.12.08

sem título

tenho pensado na morte. às vezes penso muito nela. mas desta vez está a ser diferente. já não me sinto imortal. se calhar às vezes sinto-me, mas já não é sempre. é só às vezes. têm morrido muitos amigos dos meus pais. da idade deles. cancros, ataques cardíacos. dá medo. e faz-me pensar. e é só isto.

não é para todos


e mesmo ao lado da flora. ilustre.

13.12.08

nos meus anos

o dia passou muito rápido e foi estranho
fiz um exame de inglês
encaixotei coisas para a mudança de casa (mais uma vez...)
e quando vi os meus amigos, já não era o meu dia de anos

exceptuando a elisabete, que me deu uma flor que parece uma couve e cujo nome ainda não sei


ganhei uns olhos novos, que me hão-de acompanhar em muitas andanças

e assim, já posso cortar o item 13 da minha lista

a jo, a mackay, a bárbara e a teresa foram as ilustres representantes do grupo de gente boa que me ofereceu o kit de carimbos que andava a namorar há que tempos. obrigada!


mas só pudemos brincar com eles à socapa, porque estávamos em mudanças.

e assim continuamos. ainda falta tanta coisa...
foi um dia aos tropeções e até o bolo ficou esquecido. faltaram-me pessoas que estão longe. não passeei, nem tive tempo de reflectir sobre o que significa ter 23 anos, nem tão pouco pareceu um dia de anos. mas foi e teve momentos bonitos no meio de tudo. e tenho sempre a sorte de fazer anos num dia que inaugura a época de natal. a partir de agora, é sempre a subir: voltam as pessoas, atam-se pontas soltas, e o tempo começa a ser mais meu.

11.12.08

8.12.08

altura de balanço

proponho o dia 15 de dezembro para fazermos o balanço das nossas listas.
meninas dali da direita, buga?

preciso de

um certo amanhecer

4.12.08

update II

este fim de semana foi mais de trabalho do que de descanso.

há fins de semana assim. acordei todos os dias bastante mais cedo do que o que normalmente acordo, mesmo quando tenho que ir trabalhar. e em todas as manhãs, ouvi a chuva lá fora e tive vontade de ficar na ronha e só pensava "porra, metes-te em cada coisa".

mas depois, há momentos e há pessoas e há olhares e há gente que te vem ajudar e há gente que te apoia e há uma tonelada de alimentos angariados num supermercado pequenino numa terra onde já se tinham feito recolhas de alimentos nos fins de semana anteriores. em "tempos de crise", que é o que mais se ouve por aí.



houve críticas e insinuações e gente que não olhava para nós enquanto falávamos e gente que nos tratava abaixo de cão. mas não faziam mossa. que mossa é que se pode fazer numa tonelada de generosidade?

depois, veio a imbecilidade do exame de código, que já cá canta. e uma folguinha no tempo, que agora já não tenho que ir às aulas. só às de condução, mas a essas até pulo para ir. e o resto que venha, que aos pouquinhos lá se vai chegando.

para as próximas semanas:

- o exame de inglês

- marcar o exame de condução antes do fim do ano (yeah, right)

- pôr em dia as tricotagens (acabar o casaco do zvo para poder finalmente recompensar-me com lãs da retrosaria)

- pensar em handmaking algumas prendas de natal

- passar tudo para minha querida e linda LaCie, novinha em folha

e é melhor não começar com listas, pelo menos aqui!

update

pouco se tem passado nestas paragens, mas temos andado num rodopio meio descalabrado de tempo nos últimos dias, não é?

os meus pais acabaram de voar para a póvoa para ver o que se passa lá em casa e eu estou aqui a ver se me acalmo porque não consigo fazer mais nada. curiosidade, adrenalina e ter que ficar quietinha no sítio nunca foram boa mistura. estão a assaltar a nossa casa? a sério!? ih, que espectacular!, posso ir?

é, acho que nunca regulei muito bem. quando era pequenina, ria-me quando as pessoas caíam e uma vez o meu vizinho partiu a lâmpada dos forrinhos com a cabeça e eles ficaram chateados comigo. rio-me sempre que alguém se espatifa no meio do chão. mas também me rio sozinha na rua quando vou a trocar mensagens contigo e me desvio mesmo a tempo de um poste, ou tropeço num obstáculo qualquer, o que é frequente.

afinal, acho que não foi nada. provavelmente uma barata que se andou a entreter no meu castelo de legos e foi apanhada pelo sensor.

25.11.08

glup



14.11.08


Once upon a time... from Capucha on Vimeo.

the constant gardener

hoje dormi pouco, mas ainda bem que fiquei para ver

13.11.08

my b.day

bem, tem de ser
porque tem sido atribulado e nem e-mails de agradecimento escrevi ainda
o meu dia de aniversário já foi há muito tempo, mas foi tão simples e bonito que tenho que registar.
faço anos no outono, e costumo ter a sorte de ter os meus dias favoritos: frios e soalheiros
este assim estava
e pudemos brincar com máquinas que não eram nossas, mas eram tão boas


e as árvores estavam assim


e o céu assim
e os embaixadores de nove pessoas ofereceram-me

um livro esplêndido, que adoraria ter
crónicas portuguessas de geroges dussaud
agora tenho-o
obrigada!
e nesse dia
aprendi com os melhores
e lembrei-me que não posso parar de aprender

tive a canção de parabéns a acompanhar um bolo improvisado


e um serão sereno e em boa companhia

a ver a pipi das meias altas

e a comer maltesers



com quase toda a gente tão longe, senti toda a gente bem perto

OBRIGADA

9.11.08

yann tiersen - le train

a visita - off the record

e durante a peça, também aconteceu uma coisa de que só eu seria capaz. [retiro o que disse: a rita e a cati são boa competição para este tipo de coisas]
mexi-me na cadeira de uma forma tão estúpida que nem eu percebo e consegui mandar a maior cabeçada na cabeça do senhor da frente.

que, por acaso, era o pai da isa.
mas mesmo assim, fiquei cheia de vergonha.

a visita

ontem à noite fui ver esta peça, sozinha. o programa que esperava (e do qual tinha tanta vontade) foi desmarcado. já não pude matar saudades, e para preencher outros recantos que também têm andado descuidados, fui ao teatro.
nem de propósito.

"a história imaginada de antónio, sobrevivente numa aldeia deserta. a memória desse antónio, testemunho do vazio. antónio abandonado, aquele que ficou esquecido. a terra deserta, a tradição deserta. a identidade esquecida."

não li a sinopsis antes da peça. mas imaginava-a muito mais lenta, muito menos enérgica, muito menos exaltada do que o que foi. no fim, o público não saiu. ficou retido na sala, numa continuação que pretendia o convívio e a discussão entre o actor e o público.
porque quando estamos do lado de lá, nunca sabemos de quem são as caras, quem é aquela massa de gente que muda todos os dias. que entra e que sai, como se nada tivesse mudado. mas ficamos a imaginar que mudança terá sido essa que se produziu naqueles momentos de escuridão, em que a peça decorreu, em que oferecemos a pele que vestimos durante meses.
como seria de esperar, o público ficou intimidado. algumas vozes corajosas, mas depois o inevitável discurso político. e eu perdi a coragem de dizer o que ia dizer.

que depois de imaginar a peça tão vagarosa como os passos de um velhinho, tinha sido surpreendida. mas depois percebi que aquela velocidade não era a do relógio, mas da fiada turbulenta da imaginação, do ruído do próprio silêncio, da velocidade vertiginosa das memórias. que a solidão está cheia de fantasmas que não andam tão devagarinho como um pé atrás do outro.

6.11.08

5.11.08

parabéns

querida jo :)