10.7.12

Pergunto-me se foi quando começámos a pensar positiva e construtivamente que começámos a perder alguma da substância.


via Menina Rapaz.

20.4.12

em 2001

Em 2011 fiz um acampamento a vila da ponte e escrevi isto. reencontrei agora. já gostava.


Comemoram o Carnaval de forma algo peculiar. No Domingo antes do Entrudo , todos se juntam e assim passeiam pelas ruas cantando. Tivemos a sorte de presenciar a esse cortejo. Nele as poucas crianças estavam mascaradas : as meninas de fada e os meninos de Zorro. Havia os homens que passeavam ás costas utensílios agrícolas de madeira e o homem com o traje de apicultor acompanhava o acordeão com um pedaço de cortiça enrolado e raspava nele um pau. As mulheres cantavam “Indo eu por Braga acima  , Ai ouvi cantar e parei , ó Ana ó linda Ana , ai ó Ana filha do rei...” e no fim do cortejo todos dançam e cantam ao desafio. Entre todos os habitantes , alguém tradicionalmente trajado com um fato feito de trapos que o cobri da cabeça aos pés , passeava um galo de baixo do braço , galo esse que na Terça feira , dia de Entrudo , seria enterrado , deixado com a cabeça de fora , e quem ajudou a pagar o galo , com os olhos vendados e pau na mãe tenta matar o galo , se conseguir fica com ele.
Na Quaresma um rapaz veste-se de padre e juntamente com outros “cerram a velha” e batem á porta das avós da aldeia , fazem-lhes uma serenata e depois queimam um boneco , feito de palha , supostamente as suas avós e choram e devaneiam como se delas se tratasse. Um espectáculo muito bonito .
No dia da Páscoa , conhecido lá por dia das merendas , todos levam as suas merendas e vão comer no monte. Nos dias 23 e 24 de Junho , comemoram o S.João e até é necessário trancarem as ruas. A 29 de Junho , dia de S.Pedro , os rapazes tiram os vasos das casas ás escondidas e trocam-nos de lugar. No dia 22 de Julho era comemorada a santa. Maria Madalena , padroeira da aldeia e no dia de S.Martinho assam castanhas ao som de música. São estes os festejos da aldeia.
A única ocupação dos aldeões , maioritariamente idosos , é a agricultura .
Perguntamos a uma jovem rapariga quais as ocupações dos jovens ao que ela respondeu que actualmente , estes são poucos porque muitos emigraram costumam jogar futebol , ia para o café ou ir a discotecas , mas antigamente havia um grupo de jovens mais tarde a associação da juventude e iam para a capela jogar ás escondidas ou ao trepa e no salão representavam peças de teatro e cantavam .
Reparamos que havia pouquíssimas crianças na aldeia , por isso , perguntamos se haveria alguma escola lá. Há uma C+S e uma escola primária com 7 alunos e um infantário com 8 crianças.

28.2.12

já te deste conta?

que este blog já fez 5 anos e já vai a caminho dos 6?

manquinho, nos últimos tempos, depois de voltas e cambalhotas e uns tempos à deriva. mas há alturas e alturas...

21.2.12

the help (2011)

não sei bem o que pensar deste filme, para além de ser bonito e emocionante (não digas a ninguém, mas até chorei um bocadinho no fim). fico com a sensação de que é um retrato um bocado romantizado das serviçais daquela altura, nos eua, e o kkk e toda a questão do racismo são tratadas de uma forma um bocado leve e cor-de-rosa.

mas eu não sou crítica de filmes, nem historiadora, por isso, posso ver filmes e não ficar lá muito incomodada com alguma imprecisão. porque se há mundo onde eu entro bem, é no da imaginação.

as listas e o mundo de infinitas possibilidades

sempre gostei de fazer listas, tu sabes.

mas não sou muito boa a acabá-las, e às vezes fico um bocado desiludida quando passa o prazo e não completei tantos itens como gostaria.

no entanto, tenho vindo a aperceber-me que há coisas que vêm a seu tempo.
se, no ano passado, concluí muito pouca coisa da minha lista de ano novo, a verdade é que o ano foi bom, cheio de projectos e de coisas concluídas.
fui a um jamboree, e trabalhei para ele em pleno. vi coisas lindas no nosso país, fui à suíça e à holanda, dei um saltinho à espanha e tirei fotografias de que gosto muito.
tricotei mais. tive um gato. nadei mais. vindimei. conheci lisboa melhor.

e, dei-me conta que, quase sem querer, as coisas foram-se encaminhando para que completasse itens de uma lista que já fiz há uns anos atrás:

5. Develop the b&w films that I've been piling up
22. Learn to make quince cheese with my grandma
34. Take part in a grape harvest
39. Be a tourist in Lisbon
45. Walk the Alentejo Coast and get to know its villages
78. See Radiohead live (em 15/07/2012)
94. Have a BMI=21
95. Swim 1500m in one session, and make them regular (min. 8 times - 1/8)

é fixe ter pontos de referência. e é fixe sonhar, criar pontos de referência novos.
aos poucos vamos aprendendo a fazer listas mais objectivas, e a cumprir os objectivos melhor.

e que não é preciso que seja ano novo para que as listas e os sonhos se pensem.

6.11.11

o wire

como sabes, andei obcecada por uma série. devorei as cinco temporadas depois de um início aos soluços. quero que toda a gente a veja, que toda a gente sinta a estranheza de se afeiçoar a criminosos, de entender a selva em que vivem.

a série foi produzida por um antigo jornalista e um antigo polícia. ambos sabem as corrupções por detrás de tudo, as politiquices, os números, as estatísticas. no meio destes teatros há sempre pessoas honestas que querem fazer o seu trabalho e no entanto não podem. lutam, usam todos os trunfos e mesmo assim não podem.

e assim vemos a perspectiva da polícia de baltimore, face ao crime do tráfico de droga e problemas inerentes. abandono, pobreza, crime.

the wire é considerada uma série de culto por ser a primeira a retratar uma américa real. aqui não são os bons que ganham, a série não termina com um final-final, porque estas lutas nunca terminam. apenas se renovam. e os maus nunca são burros, são extremamente arrojados e inteligentes. e se calhar nem são maus. olha :/

oh, é uma coisa que fica. como aquele filme japones que ressaquei durante semanas, o mesmo vai acontecer aqui. é mesmo, mesmo, mesmo muito bom.

não estão por ordem e há alguma a falhar de certeza, mas algumas das personagens favoritas:

chris, mata dezenas de pessoas e ainda assim ficas a achar que é boa pessoa, correcta

prez, um grande azarado que se revela um génio dos códigos

stringer bell, o maior traficante que tem aulas de macroeconomia na universidade e tenta ensinar o mesmo aos seus miudos de rua

norman, um conselheiro do mayor super cool

os putos, ficas a adorar cada um deles

o mcnulty é o polícia mais ilegal e fixe e cómico

frank sobotka, trabalha no porto, é honesto mas quase obrigado a envolver-se em negócios macacos

bunk, o badocha que bebe imenso e é óptimo polícia

slim, um gangster também super correcto e impecável

carver, adoro a evolução dele de um polícia interesseiro para um sargento e lieutenant admirável

lester freamon é o maior! primeiro passa super despercebido e depois é incrível

daniels, o gajo que quer fazer as coisas de forma correcta mas está sempre entre a espada e a parede

bunny, o polícia que tenta legalizar as drogas em baltimore

omar, se calhar a minha personagem favorita. uma espécie de robin dos bosques dos narcotraficantes, famoso por matar como quem coça comichão, não tem medo, não teme nada, cuida dos seus, e é cómico


bodie, é engraçado, goza muito com os polícias e cria-se uma empatia logo desde a primeira série.

15.9.11

fui ali dar umas voltas no mundo e dentro da minha cabeça e já estou quase a voltar, sim?

25.8.11

servidão humana

já o acabei há cerca de uma semana, no carro, a caminho da amorosa em viana do castelo. não foi o melhor ambiente mas estava assim de ansiosa.

acompanhámos o protagonista desde criança até à idade adulta. afeiçoamo-nos a ele e eu fiquei verdadeiramente irritada quando o magoavam.
o livro é grande mas de leitura fácil, a linguagem é simples, e as reflexões do protagonista são familiares e engraçadas. porque ele está sempre à procura de algo, passa por londres, paris, sonha viver em espanha, e sente que nunca está feliz, que está sempre tudo noutro lugar. então o livro é um bocado isso, de como o humano é sempre servo de algo, das vontades, de sonhos, de nunca estar satisfeito.
apesar de não ser central tem também uma história de amor incrível e injusta. e é um livro fofinho!

8.8.11

crime e castigo


apesar do nome, ao longo da leitura, raramente pensei se o castigo viria ou não. é que ele é tão falado e temido que se torna tão presente e dúbio que quando ele chega, bem no final, até surpreende.
o livro é bom de ler, se bem que sempre cheio de personagens tristes e miseráveis e pesadas. raskolnikov, o protagonista, começa por ser um estudante pobre com pensamentos demasiado grandes sobre a grandeza do homem e acaba por ser um homem mais calmo, que se aceita assim. sem cabelo, magro, mas com amor.
se a s. petesburgo era assim mesmo, bem, que deprimente era. em todo o lado bebedos e pedintes e pedantes.
e em todo o lado rumores e histórias e os delírios de raskolnikov a toda a hora, o seu medo de ser descoberto sempre mas ele sempre de língua aguçada.
sobre convenções, o bem e o mal, o heróico e o mesquinho, que talvez seja apenas uma questão de dimensão ou de relato histórico (napoleão matou tantos e é tão grande e eu matei uma tão má e sou tão castigado).
off to servidão humana. umana. eheheh.

10.7.11

o indomável, 2010

com a m. a adormecer nos primeiros minutos, a gente lá teve uma noite à moda antiga: alugou-se um dvd, sim!! e escolhemos o "true grit", um remake de um western pelos irmãos cohen.

adorei o filme, ri-me muitas vezes, e que super menina!

3.7.11

meias

de tricotação muito lenta, lá vou completando as tarefas e os presentes que gostava de oferecer às pessoas. aqui aprendi que aplicar padrões diferentes compromete não só a imagem como o tamanho. de resultado tenho uma meia super elástica e outra que nem por isso (a dos quadradinhos) e que, por isso, uma parece maior que a outra.

estas vão para a eslováquia. as seguintes ganharam a espécie de give away e se não forem a tempo de itália, terão de apanhar a pessoa no perú!

21.6.11

mais ermida


russo ou português
importa?
não combina sempre?

hurrah corantios

o aniversário da cátia foi pretexto para a experimentação total de corantes e tudo e tudo e tudo

uma situação 100% aspecto em que mal provei os queques: não era o importante


:x

título alternativo: ou porque a joana não pode ter um blog sobre culinária

grizzly man (2005)

então é assim. isto é um documentário feito pelo herzog sobre um homem que passou 13 anos, no verão, com ursos no alasca. queria protegê-los, ser amigo deles, ser um deles. acontece que, lidando com um dos animais mais perigosos no planeta, o que se passou foi que em 2003 ele foi comido vivo por um urso faminto - ele e a namorada - deixando para trás centenas de horas de vídeo que gravava sozinho.


a meio do filme, começámo-nos a perguntar se isto seria a sério, se não seria um documentário no gozo. toda a história é demasiado surreal para ser verdade, os intervenientes parecem todos avariados da cabeça, é incrível!

mas enfim, não deixa de ser uma história digna de ser contada. a do homem aparentemente louco que queria ser um urso, e acabou por ser comido por eles. tal como queria.
"i will die for these animals i will die for these animals i will die for these animals"

20.6.11

risotto de espinafres: saltear um ou dois dentes de alho picados grosseiramente com folhas de espinafre. acrescentar alguma água se a cozedura dos espinafres não tiver libertado muita. acrescentar o arroz. ir juntando água (ou caldo de legumes para quem preferir) à medida que o arroz vai cozendo. acertar o sal. quando cozido e já no prato, polvilhar com pimenta e parmesão ralado. ou um ovo escalfado; é ao gosto do freguês.

1. 04.11, 2. 04.11, 3. 04.11, 4. 05.11, 5. 04.11, 6. 05.11, 7. 06.11, 8. 05.11, 9. 06.11

~
muita coisa, mas muita coisa boa nos últimos meses.

18.6.11

noone knows the persian cats (2009)

the solitude of prime numbers (2010)

out

no fim de semana passado fomos a entre ambos os rios.
não conhecia ainda o parque de campismo e este é mesmo simpático, com vista para o rio.

depois de uns banhos, almoço, calmarias, fomos procurar lagoas


na ermida


e encontrámos algumas, geladíssimas!


de acesso a implicar banhos de bichos da sede e arranhões


mas é disto que gosto. adoro, aliás.