6.11.11

o wire

como sabes, andei obcecada por uma série. devorei as cinco temporadas depois de um início aos soluços. quero que toda a gente a veja, que toda a gente sinta a estranheza de se afeiçoar a criminosos, de entender a selva em que vivem.

a série foi produzida por um antigo jornalista e um antigo polícia. ambos sabem as corrupções por detrás de tudo, as politiquices, os números, as estatísticas. no meio destes teatros há sempre pessoas honestas que querem fazer o seu trabalho e no entanto não podem. lutam, usam todos os trunfos e mesmo assim não podem.

e assim vemos a perspectiva da polícia de baltimore, face ao crime do tráfico de droga e problemas inerentes. abandono, pobreza, crime.

the wire é considerada uma série de culto por ser a primeira a retratar uma américa real. aqui não são os bons que ganham, a série não termina com um final-final, porque estas lutas nunca terminam. apenas se renovam. e os maus nunca são burros, são extremamente arrojados e inteligentes. e se calhar nem são maus. olha :/

oh, é uma coisa que fica. como aquele filme japones que ressaquei durante semanas, o mesmo vai acontecer aqui. é mesmo, mesmo, mesmo muito bom.

não estão por ordem e há alguma a falhar de certeza, mas algumas das personagens favoritas:

chris, mata dezenas de pessoas e ainda assim ficas a achar que é boa pessoa, correcta

prez, um grande azarado que se revela um génio dos códigos

stringer bell, o maior traficante que tem aulas de macroeconomia na universidade e tenta ensinar o mesmo aos seus miudos de rua

norman, um conselheiro do mayor super cool

os putos, ficas a adorar cada um deles

o mcnulty é o polícia mais ilegal e fixe e cómico

frank sobotka, trabalha no porto, é honesto mas quase obrigado a envolver-se em negócios macacos

bunk, o badocha que bebe imenso e é óptimo polícia

slim, um gangster também super correcto e impecável

carver, adoro a evolução dele de um polícia interesseiro para um sargento e lieutenant admirável

lester freamon é o maior! primeiro passa super despercebido e depois é incrível

daniels, o gajo que quer fazer as coisas de forma correcta mas está sempre entre a espada e a parede

bunny, o polícia que tenta legalizar as drogas em baltimore

omar, se calhar a minha personagem favorita. uma espécie de robin dos bosques dos narcotraficantes, famoso por matar como quem coça comichão, não tem medo, não teme nada, cuida dos seus, e é cómico


bodie, é engraçado, goza muito com os polícias e cria-se uma empatia logo desde a primeira série.

15.9.11

fui ali dar umas voltas no mundo e dentro da minha cabeça e já estou quase a voltar, sim?

25.8.11

servidão humana

já o acabei há cerca de uma semana, no carro, a caminho da amorosa em viana do castelo. não foi o melhor ambiente mas estava assim de ansiosa.

acompanhámos o protagonista desde criança até à idade adulta. afeiçoamo-nos a ele e eu fiquei verdadeiramente irritada quando o magoavam.
o livro é grande mas de leitura fácil, a linguagem é simples, e as reflexões do protagonista são familiares e engraçadas. porque ele está sempre à procura de algo, passa por londres, paris, sonha viver em espanha, e sente que nunca está feliz, que está sempre tudo noutro lugar. então o livro é um bocado isso, de como o humano é sempre servo de algo, das vontades, de sonhos, de nunca estar satisfeito.
apesar de não ser central tem também uma história de amor incrível e injusta. e é um livro fofinho!

8.8.11

crime e castigo


apesar do nome, ao longo da leitura, raramente pensei se o castigo viria ou não. é que ele é tão falado e temido que se torna tão presente e dúbio que quando ele chega, bem no final, até surpreende.
o livro é bom de ler, se bem que sempre cheio de personagens tristes e miseráveis e pesadas. raskolnikov, o protagonista, começa por ser um estudante pobre com pensamentos demasiado grandes sobre a grandeza do homem e acaba por ser um homem mais calmo, que se aceita assim. sem cabelo, magro, mas com amor.
se a s. petesburgo era assim mesmo, bem, que deprimente era. em todo o lado bebedos e pedintes e pedantes.
e em todo o lado rumores e histórias e os delírios de raskolnikov a toda a hora, o seu medo de ser descoberto sempre mas ele sempre de língua aguçada.
sobre convenções, o bem e o mal, o heróico e o mesquinho, que talvez seja apenas uma questão de dimensão ou de relato histórico (napoleão matou tantos e é tão grande e eu matei uma tão má e sou tão castigado).
off to servidão humana. umana. eheheh.

10.7.11

o indomável, 2010

com a m. a adormecer nos primeiros minutos, a gente lá teve uma noite à moda antiga: alugou-se um dvd, sim!! e escolhemos o "true grit", um remake de um western pelos irmãos cohen.

adorei o filme, ri-me muitas vezes, e que super menina!

3.7.11

meias

de tricotação muito lenta, lá vou completando as tarefas e os presentes que gostava de oferecer às pessoas. aqui aprendi que aplicar padrões diferentes compromete não só a imagem como o tamanho. de resultado tenho uma meia super elástica e outra que nem por isso (a dos quadradinhos) e que, por isso, uma parece maior que a outra.

estas vão para a eslováquia. as seguintes ganharam a espécie de give away e se não forem a tempo de itália, terão de apanhar a pessoa no perú!