12.9.08

pratica(mente)


mas que brilhante
fico doida comigo quando deixo isto acontecer. tenho isto numa pasta chamada VIP.TBH (Very Important Pasta. To Be Heard) desde 2006. e hoje ouvi-o três vezes, é brilhante, é espantoso!

6 comentários:

Joana disse...

experiencia.

VJ Tia 60 disse...

Nesta segunda edição do ANAMNESIS, escolhemos a água como tema de fundo para o encontro. A nossa origem é líquida, a água é um elemento primordial, fonte de vida. As analogias são várias. A água transporta em si a memória da humanidade… os rios foram os berços da humanidade, todas as lendas da criação provem do universo líquido.
Na programação deste ano privilegiamos este elemento. Em colaboração com a associação Binaural promovemos uma oficina de recolha e tratamento de sons dos rios e da importância da água para as populações locais, encaramos o rio Angueira como a personagem principal e seguimos a sua voz ao longo do vale.
Nas palestras teremos a oportunidade de conhecer o trabalho de investigadores e promotores que se ocupam de recolhas da tradição oral e da patrimonialização das paisagens culturais relativas aos cursos de água. O caso do Arq. Nuno Martins do Parque Patrimonial do Rio Mondego, Vítor Casas investigador e divulgador incansável da cultura popular do noroeste peninsular, que presentemente se tem ocupado da memória dos usos humanos dos rios.
Nos filmes programados, voltamo-nos a focar na memória como dispositivo cinematográfico. Em Balaou de Gonçalo Tocha, uma viagem através do atlântico serve de apaziguamento para memórias mais dolorosas. Adán Aliaga filma de forma expressiva a relação entre uma avó e a sua neta e os seus diferentes pontos de vista sobre a mudança da paisagem no filme a Casa de mi abuela, obra de uma força poética irresistível.
Proporcionamos também um concerto num cenário fantástico, no castelo medieval de Algoso que comtempla o Planalto Mirandês dum penhasco inantingivel. Um concerto com um bardo contemporâneo um cantautor da nova música portuguesa, Bernardo Fachada que ao vivo musicará os filmes perdidos em super8 dos anos 70 do cineasta amador José Madeira, prestando assim a nossa homenagem a um trabalho desconhecido de um homem bastante preocupado com a memória. O seu filme Arroz Negro, sobre as plantações de arroz no Mondego foi vencedor de vários prémios internacionais em festivais de cinema amador, infelizmente ignorado entre nós.
Tendo como mote a capacidade anamnésica do cinema, cremos que é urgente recuperar o que se julgava esquecido, sejam histórias locais, do quotidiano ou mitos da criação de universos oníricos e longínquos. Neste espaço cabe tudo, ficção, documentário, animação, vídeo-arte, porque a capacidade de contar não tem limites, apenas a criatividade limita.
O património imaterial, a memória oral surge mais uma vez com toda a sua força visual, pois a forma como se conta a história é tão importante como a história em si. E isso não cabe na história escrita.
Continuamos a acreditar que a imaginação é mais forte que o conhecimento, por isso oferece estes frutos cinematográficos. Também por essa razão escolhemos um castelo medieval, numa aldeia do nordeste transmontano para os mostrar, pelos que aqui vivem, e por aqueles que terão coragem de ousar descobrir a região e os filmes…
Apesar da memória, do passado e da ancestralidade, não queremos pensar Trás-os-Montes como um espaço arcaico, queremos pensá-lo e sobretudo praticá-lo como lugar de futuro, reconhecendo a contemporaneidade do seu passado.
A presente programação é concebida como um processo, um caminho a percorrer. Não é fechada, procura a partilha e sobretudo a informalidade, quase um sentido comum, de fazer arte e de viver.

VJ Tia 60 disse...

Vai la com todos os teus amigos por favor ve o modular....

VJ Tia 60 disse...

Vai la com todos os teus amigos por favor ve o modular....

VJ Tia 60 disse...

Vai la com todos os teus amigos por favor ve o modular....

JoaoG disse...

Que comentários malucos estes...
Joana a ouvir Sam the kid.. esta é nova, lol

Mas é bom sim sr