16.3.07

the type of memories
that turn your bones
turn your bones to glass

daqui a tres horas tenho de estar desperta de novo.
ciência e tal
porra.

15.3.07

sabes, tu já por lá não andas mas eu sim ainda cedo aos meus caprichos mais feios e coscuvilheiros do dá cá cinco e hoje, enquanto esperava o leitinho das 19h, estava por lá a passear e encontrei o perfil do meu high school lover (apeteceu-me, e estando eu a ler the virgin suicides e tudo, contextualizo). foi muito emocionante, de repente tinha 16 outra vez e analisei tudo tudinho. como não sabia o seu nome chamava-lhe jeff buckley, era parecido - mas afinal não é - e fiquei com vontade de lhe escrever a contar isso. e vou fazer isso agora. nunca mais o vi.
o verão seguinte foi horrível, não por causa disso, só, mas porque estava a deixar uma coisa e a começar outra e isso assustava-me muito. foram dos meses mais tristes, a sério, acho que nunca voltei a sentir-me tão mal durante tanto tempo.
jolly good, a transição trouxe-me coisas boazinhas.

14.3.07

if you would

je vais essayer d'écrire en français
hier j'etait dans la rue et je voudrais que tout au retour etait en français!
putain, c'est trés trés douloureux écrire comme ça

olha, merda
e pensar que enfim, já conversei
:(

estou a tentar fazer uma coisa e a conseguir, mas não sei se estou feliz com isso

aprendi que não posso ser eu-eu quando me apresento a pessoas que não me conhecem
já apanhei com um silêncio longo
e, pelos vistos, já enganei
"calma calma, que ela sabe o que quer"
o tanas, seu tótó, mas melhor assim

hoje recebi o fup, dois anos depois o meu pato regressou a casa, após ter passado pelos EUA e por Berlim

apercebi-me que a infância da minha mãe foi bastante surreal
choques eléctricos
estaladas na cara em ruas desertas
muito esoterismo e cenas fantasmagóricas
as imagens mentais são fabulosas

morreram duas pessoas conhecidas nas últimas duas semanas

hoje a minha mãe esteve a explicar-me como são os velórios na igreja de s. vítor
é uma salinha pequena, o caixão, e bancos

anda por aí.

depois do livro dos mortos de belleville tento fazer o meu, pragmatizando-a. ora, entre lábios pintados, cinzas em mosteiros cartuxos, corpos em tábuas frias, compilam-se informações que assim até parecem...ficção, longínquas.

o outro dizia que quando se morre, só se muda de bairro e passados alguns anos, mudamo-nos para o campo. isto faz-nos coexistir (de repente o verbo pareceu desadequado e de repente já não o pareceu) com mortos, que afinal, vivem, mas vivem diferente e melhor!
não podia haver melhor perspectiva sobre a coisa. permitia-me ver a aurora burealis que possivelmente não verei em vida, lá no campo frio onde iria morar.
e teria uma agenda telefónica secreta.
e outros segredos

palimpsesto

do Lat. palimpsestu <>palímpsestos < pálin, de novo + psáo, raspar

s. m., pergaminho manuscrito medieval em que, por raspagem, se fez desaparecer a primeira escrita para nele escrever de novo, mas do qual, por vezes, se tem conseguido fazer reaparecer, por processos químicos, os caracteres do texto primitivo.

12.3.07

vício


11.3.07

faz bem



cadáveres mortos são coisas são coisas vivas e incomodativas e espelham-se nas partículas azedas (queria dizer cúspidas, cúspidas, enganei-me!) doentias que nos espalham pessoas aparentemente, irrisoriamente felizes. creio que em cada porta ao lado terminam avisos, creo em pequenas correntes de ar e leves...eu também e tenho medo e vontade que tudo o que sei sobre memória seja verdade. se não for poderás ser tu a recolher aquilo que for verdade.diz ele, parece insane...mas o que é mais insane do que estar a escrever isto e sentir que tenho o rabo à mostra? sinto que me viram como sou verdadeiramente. gostava de conseguir ver com a mesma clareza pelo menos alguns momentos que prolongamos sozinhas. proloooonga.o imediato. em repeat.o duradouro do plástico bem guardado e cuidadosamente preservado

queres continuar?

" tem os olhos bonitos, não são maus"
- dona guida

e mais uma coisa
tira curso de pichelaria de não de ourivesaria
arranja os canos da casa
porque ias mesmo gostar
vivo ansiosa que cheguem os ensaios, que garra que é bater com toda a força naquela pele
e aquele grupo, começo a ver, é bem forte, bem bonito

tive o pior sonho de todos tempos
fogo fogo fogo
em tudo possível, nada das mirabolâncias do costume
foi foda mesmo
fogo.

o meu dia já vai longo
estou em brigada vitor jara
estas coisas fazem-me feliz, este folclore é do mais bonito


Meninas vamos à murta
Meninas vamos à murta
Eu bem a sei apanhar
Eu bem a sei apanhar

Debaixo da murtanheira
Mil abraços te hei-de dar
Eu bem a sei apanhar

Já não tenho coração
Já mo tiraram do peito
Onde eu tinha o coração
Nasceu-me um amor perfeito
Já mo tiraram do peito


8.3.07

babada

... é uma simpática.
e vai ter as beiças do pai, está mais do que visto!

já há demasiado tempo que não podia ouvir música tão alta


I AM THE JUNGLE

7.3.07

jesus não lavaria mais branco

Arcade Fire
"Neon Bible"

sweetness


5.3.07

muele que muele



muele que muele muele que muele

se for moer
é toda a noite
e todo o dia
a moer
e a remoer

sem os olhinhos verdes

se já chateava com o camarón, agora chateio ainda mais, porque mais do que a música, que conta a sua história, conheço a sua história pelos outros. desde sempre me pareceu só um filho sem pai. podia ser velho, se aí chegasse, que me pareceria sempre um filho sem pai.

4.3.07

pué ná, adió


y no vuelvas a llamarme gillipollas, que duele mucho.

australia

Been alone since you were twenty-one,
You haven't laughed since January.
You try and make like this is so much fun,
But we know it to be quite contrary.

La la la la la la la
Dare to be one of us, girl,
Facing the android's conundrum,
You see I felt like I should just cry,
But nothing happens every time I take one on the chin,
You Himmler in your coat
You don't know how long I've been,
Watching the lantern dim,
Starved of oxygen,
So give me your hand,
And let's jump out the window.

3.3.07